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Governo adere ao Empreender 2020 para regresso de emigrantes qualificados
Revista PORT.COM • 30-Jun-2017
Governo adere ao Empreender 2020 para regresso de emigrantes qualificados



O protocolo sobre a aplicação e execução do projeto Empreender 2020 - ao qual se associam agora o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o Alto Comissariado para as Migrações e o AICEP (a agência para o investimento e comércio externo) - foi assinado esta semana em Lisboa.

O Governo juntou-se ao projeto 'Empreender 2020 - Regresso de uma Geração preparada', da Fundação AEP, acrescentando apoio da rede diplomática e apoio ao financiamento a uma iniciativa que já visava o retorno de jovens qualificados ao país.

"Este protocolo reúne instituições cuja missão é ajudar os jovens empreendedores que estão a regressar a encontrar mercados, a encontrar financiamento e a realizar as suas ideias, convertendo-as em oportunidades de negócio. É esse o objetivo", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no decorrer da cerimónia protocolar.

Até agora, os objetivos do Empreender 2020 da Fundação AEP - em prática desde 2016 - passavam, em grande medida, pela realização de um levantamento exaustivo dos jovens emigrados detentores de competências técnicas consideradas altas. Depois do levantamento, o objetivo passaria por identificar as condições que favoreçam o seu regresso.

Com este protocolo, o Governo cede, desde logo, a sua rede consular e diplomática para divulgar o projeto, bem como "informação disponível de natureza documental e estatística" para realizar o diagnóstico da situação atual de emigração jovem qualificada.

Ao apresentar o protocolo, Augusto Santos Silva especificou, no entanto, que o Estado vai fazer mais.

"A secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas pode ajudar na identificação dos jovens e na facilitação dos circuitos burocráticos, dos procedimentos necessários ao seu regresso e à sua implementação em Portugal. Também pode ajudar na identificação de oportunidades e na canalização de financiamentos e de iniciativas empresariais para essas oportunidades, através do seu gabinete de apoio ao investimento da diáspora", disse o chefe da diplomacia portuguesa.

Já a secretaria de Estado da Cidadania e da Igualdade e o Alto Comissariado para as Migrações, disse Santos Silva, apoiará as iniciativas dos jovens com "meios financeiros, administrativos e de facilitação de contactos".

"A AICEP tem precisamente como missão essencial apoiar o investimento e facilitar o investimento, a identificação de oportunidades e a sua materialização. E a Fundação AEP constitui o braço de responsabilidade social de uma das mais importantes associações empresariais portuguesas", disse o ministro.

"Este projeto já estava a produzir frutos e o que nós fazemos hoje é garantir que este projeto chegue ainda mais longe, envolvendo mais parceiros", sintetizou Santos Silva.

O presidente da Fundação AEP, José Nunes de Almeida, recordou que a instituição que dirige já identificou mais de 1.150 jovens portugueses qualificados no estrangeiro e sublinhou que o protocolo "permitirá chegar a muitos mais".

"O objetivo é termos uma rede colaborativa entre aqueles que potencialmente querem regressar a Portugal e um conjunto de entidades em Portugal que os querem acolher. A Fundação AEP vai, naturalmente, capitanear todo este trabalho, mas vai envolver também autarquias, as comunidades intermunicipais, centros de investigação e empresas", disse.


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