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Empresa portuguesa e parceira alemã propõem novo sistema para combater fogos
Revista PORT.COM • 23-Ago-2017
Empresa portuguesa e parceira alemã propõem novo sistema para combater fogos



Uma empresa de Castelo Branco e uma parceira alemã querem produzir em Portugal um novo sistema de combate aos fogos florestais à base de um cubo de água com uma carga explosiva.

O desenvolvimento do projeto, intitulado "CWFS - Parar os incêndios em Portugal", poderá "mudar o paradigma do combate aos incêndios nos próximos anos", disse o responsável da PROCIFISC, Filipe Lourenço, à agência Lusa.

O empresário português e o alemão Herbert Schmidt, responsável da empresa Schmidt - Brandschutz & Löschtechnik e que em 2006 criou o sistema, patenteado em 38 países, incluindo Portugal, fizeram a sua apresentação, em Castelo Branco.

"Serão cubos de água com uma pequena carga explosiva", um método testado em laboratório que "é oito vezes mais eficaz" do que o trabalho habitualmente realizado por meios aéreos, que lançam água para debelar os incêndios florestais, disse Filipe Lourenço.

Igualmente atirados por aviões ou helicópteros sobre as chamas, os cubos com água são desintegrados pela "pequena carga explosiva" ao chegar ao solo, enquanto "milhões de gotas de água" se disseminam em redor, sublinhou.

"Uma pequena quantidade de água, num cubo de plástico, consegue apagar um incêndio com mais eficácia", referiu, explicando que o próprio recipiente se desintegra com a detonação do explosivo.

Herbert Schmidt registou a patente do novo método também em Portugal, onde caducou no ano passado.

"Mas a patente pode ser reativada pelo inventor do produto", realçou o engenheiro Filipe Lourenço, gerente da PROCIFISC, com sede em Castelo Branco, que há 11 anos presta serviços na área da construção civil em vários países.

O empresário salientou, por outro lado, que a União Europeia disponibiliza apoios financeiros dos fundos estruturais para "patentear este tipo de protótipos".

Através de uma "parceria estratégica", as duas empresas pretendem reativar o registo, avançando com uma candidatura aos fundos europeus, e planeiam montar em Portugal uma fábrica para produção e comercialização do sistema, o que permitirá criar "alguns empregos".


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