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BES: Lesados da Venezuela e África do Sul acreditam que haverá solução
Revista PORT.COM • 03-Out-2017
BES: Lesados da Venezuela e África do Sul acreditam que haverá solução



Representante dos lesados da Venezuela e África do Sul esteve em Portugal.

A presidente da Associação de Lesados da Venezuela disse que têm corrido bem os contactos com o Governo e disse acreditar que será encontrada uma solução para os lesados do BES da Venezuela e África do Sul. 

“Pensamos que está aberta uma solução para os lesados da Venezuela e África do Sul, muito parecida com a que há para os lesados do papel comercial”, disse Sara Freitas, que regressou já à Venezuela depois de ter estado em Portugal em contactos com responsáveis do Governo para debater uma solução que compense parcialmente o dinheiro perdido. 

A porta-voz destes lesados, que esteve reunida em São Bento com Mariana Melo Egídio, assessora do gabinete do primeiro-ministro, afirmou que ainda este mês os responsáveis da associação deverão ser ouvidos no parlamento. 

O objetivo é que posteriormente comecem a elaborar um fundo de recuperação de créditos semelhante ao que está a ser constituído para os lesados do papel comercial vendido pelo BES.

Os lesados da Venezuela e África do Sul sofreram com o colapso do Banco Espírito Santo (BES), depois de terem comprado produtos financeiros nas sucursais exteriores do banco que nunca foram reembolsados. 

Estes clientes investiram dinheiro em vários produtos vendidos pelo banco, desde logo papel comercial da ESI, mas ficaram de fora da solução negociada com o Governo por estes títulos terem sido adquiridos em sucursais externas do BES. 

Há ainda outros produtos vendidos pelo BES que fizeram estes clientes perder dinheiro, como títulos de empresas do Grupo Espírito Santo, caso da Escom (que atuava sobretudo em Angola). Sara Freitas disse à agência Lusa que, dos lesados da Venezuela, estão em causa 150 contas (cada uma pode ter mais do que um titular) no total de cerca de 60 milhões de euros. Já da África do Sul os lesados são cerca de 100 e o investimento perdido de 53 milhões de euros.

 

Foto em destaque ©Lusa


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