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Preço da sardinha mais do que triplicou em seis anos
Revista PORT.COM • 05-Nov-2017
Preço da sardinha mais do que triplicou em seis anos



O preço médio da sardinha mais do que triplicou (aumento de 222%) entre 2010 e 2016, ao subir 1,42 euros em termos do valor médio por quilograma nestes seis anos, segundo os dados da Docapesca.

Neste período, o preço apenas baixou em 2016, 2,06 euros, segundo a instituição do setor empresarial do Estado, que nos seus últimos registos semanais de 2017 contabilizou preços entre 3,14 e 0,47 euros por quilo.

Acompanhando a diminuição das capturas, em 2010, o valor médio era de 0,64 euros (referentes a 57 mil toneladas), passando para 0,76 euros no ano seguinte (54 mil toneladas). Em 2012, ultrapassou-se um euro por quilo (1,30 euros em 32 mil toneladas) e em 2013 comprava-se, em média, um quilo de sardinha por 1,43 euros.

Em 2014 um quilo custava quase dois euros (1,99 euros, quando foram transacionadas cerca de 16 mil toneladas), tendo no ano seguinte ultrapassado em 19 cêntimos os dois euros (14 mil toneladas), ou seja, o preço médio mais elevado dos últimos 20 anos.

Já em 2016 registou-se a primeira descida do preço em seis anos, quando valor se ficou nos 2,06 euros e quando foram transacionados em lota 13,4 mil toneladas.

Nos registos disponibilizados pela Docapesca referentes à semana entre 18 e 22 de setembro o preço médio máximo, encontrado na lota de Matosinhos, era de 3,14 euros, enquanto o preço médio mínimo era de 0,47 euros, registado na Costa da Caparica.

A tabela dos valores de 14 docas nacionais mostram um preço médio de 1,55 euros nesta semana de 2017.

Ao contrário das restantes quotas de pesca, atribuídas pela União Europeia, as da sardinha são geridas e fixadas por Portugal e Espanha, com base nos pareceres do Conselho Internacional para a Exploração dos Mares (ICES, na sigla inglesa), que tem recomendado uma drástica redução das pescas para travar o declínio do 'stock'.

Em 20 de outubro, o ICES recomendou a suspensão da pesca da sardinha em Portugal e Espanha em 2018, mas apontou, contudo, vários cenários de limites de capturas, estabelecendo como máximo as 24.650 toneladas.

No dia seguinte, a Comissão Europeia informou que não proíbe a pesca da sardinha, mas recomenda às autoridades portuguesas que encarem com seriedade as quebras nos 'stocks' da espécie devidas à sobrepesca e ao aumento da poluição.

Em 25 de outubro, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, admitiu que os limites de captura de sardinha para Portugal e Espanha possam ultrapassar as 14 mil toneladas, quando em 2017 foram de 17 mil toneladas.


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