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Franceses e brasileiros lideram a compra de imóveis em Portugal
Revista PORT.COM • 02-Abr-2018
Franceses e brasileiros lideram a compra de imóveis em Portugal



O investimento estrangeiro no imobiliário no nosso país representa já 20% do total de investimento no setor, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

Franceses e brasileiros mantêm-se no topo dos estrangeiros que mais adquirem imóveis em Portugal e recorde-se que, em 2017, estes compradores já abrangeram mais de 50 nacionalidades diferentes.

Os dados mais recentes divulgados pela APEMIP mostram que são os franceses que se mantêm no topo das aquisições de imóveis em território nacional, cerca de 30% do total, mas é o investimento brasileiro neste setor que mais tem crescido, representando já cerca de 19% da compra de casas por estrangeiros em Portugal. No top cinco seguem-se os ingleses com 11%, os chineses com 9% e os angolanos com 7,5%. 

Para o Presidente da APEMIP, Luís Lima, o ano de 2017 foi efetivamente muito positivo e o retrato da situação atual do setor é facilmente enquadrável, mas sem esquecer que estamos a colher frutos do que foi feito já há alguns anos: «O mercado imobiliário nacional atravessa uma fase muito positiva. 2017 foi um dos melhores anos desde que há registo no que diz respeito à venda de casas, tendo crescido cerca de 25% face a 2016, e a APEMIP estima que este crescimento se mantenha em 2018, podendo registar um aumento na ordem dos 30%.

Mas para fazermos um retrato da situação atual, importa recuarmos a 2013, ano em que foram introduzidos efetivamente os programas de captação de investimento estrangeiro como o Regime Fiscal para Residentes Não Habituais e o Programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento que foram, sem dúvida, a “pedra 

de toque” para a retoma do sector imobiliário, através a sua projeção no radar do investimento internacional. 

 O imobiliário português chegou finalmente ao mapa-mundo, e os olhos viraram-se para nós, com o investimento estrangeiro a chegar e escoar do stock ativos milionários que o mercado português jamais teria condições de absorver; a apostar na reabilitação urbana de prédios inteiros nos centros das cidades; a comprar casa para segunda habitação, e até para primeira. Da China, do Brasil, da Rússia, da África do Sul, de todo o mundo vieram investidores que incentivaram a retoma do imobiliário, e que contaminaram positivamente o mercado interna e a Economia portuguesa ao criar emprego. 

Nesta dinâmica, Luís Lima destacou também o papel do mercado interno que começou igualmente a apostar no imobiliário, «quer pela influência positiva que o investimento internacional teve, quer pela melhoria das condições de vida depois de um duro período de crise económica e pela perceção do sector imobiliário como um porto seguro para investimentos, sobretudo quando comparado com o sector financeiro», segundo as suas palavras.

Já no que respeita às tendências que se podem perspetivar no médio prazo, o presidente da APEMIP também foi inequívoco na sua análise ao setor: «As tendências mantêm-se positivas. Portugal tem feito um bom trabalho na captação de investimento, e o nosso sector imobiliário está, sem dúvida, na rota dos estrangeiros que continuam a procurar o nosso País por considerarem que ao comprarem casa em Portugal estão a fazer um investimento seguro, mesmo que as taxas de retorno sejam inferiores às de outros países. A nosso favor, temos o facto de não termos vivido uma bolha imobiliária, ao contrário da vizinha Espanha, da Irlanda ou dos Estados Unidos, o que deixa os investidores mais confortáveis ao investirem em Portugal.

No entanto, é necessário que acarinhemos melhor os nossos programas de captação de investimento, sobretudo os “Vistos Gold”, cujos entraves e demoras na emissão e renovação de vistos começam já a causar uma má imagem além-fronteiras em países como a China, cuja representatividade tem vindo a crescer no número de casas vendidas a estes cidadãos, pois os investidores começaram a desistir ou a procurar outras opções de 

investimento, ao passar pela experiência de esperar um ou até dois anos, para receber a autorização de residência ou proceder à sua renovação no SEF».

Ainda de acordo com os dados agora divulgados, as tipologias T2 e T3 são as mais compradas por estrangeiros e Lisboa, Porto e Algarve continuam a ser as regiões mais procuradas pelos investidores internacionais que querem apostar no segmento habitacional luso. No entanto, as previsões apontam também para que, já este ano, esta procura se comece a dispersar mais por outras regiões do país, já que há cada vez mais investidores interessados em apostar na compra de casa em locais fora das rotas habituais. Muitos, porque têm laços familiares que os unem a determinadas regiões do país, outros porque procuram alternativas de investimento como, por exemplo, através da aposta no Turismo Rural, o que terá naturalmente reflexo no desenvolvimento económico dessas regiões. 


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