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Investimento chinês ajuda economia portuguesa a recuperar
Renato Lu, Diário do Povo online • 15-Out-2018
Investimento chinês ajuda economia portuguesa a recuperar



Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, a taxa de crescimento da economia atingiu 2,7% em 2017, e a taxa de desemprego e o défice orçamental caíram para 7,2% e 1,8%, registando os níveis mais positivos desde a crise financeira.

Portugal foi um dos países mais afetados pela crise da dívida pública da Zona Euro em 2011. De acordo com estatísticas incompletas, até agora, o investimento total de empresas chinesas e cidadãos ultrapassou os 9 bilhões de euros em Portugal, sendo este o quinto país alvo de investimento chinês na Europa.

Jorge Magalhães Correia, chefe executivo da Fidelidade, uma companhia de seguros europeia, disse que, «após a crise, carente da confiança na nossa economia e na incapacidade de retorno de débito, a comunidade internacional cortou drasticamente o investimento em Portugal. No entanto, a China teve a coragem de investir mais em Portugal, reconhecendo o potencial económico do nosso país».

O investimento de firmas chinesas levou algumas empresas locais ao desenvolvimento. Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia de Portugal, afirmou numa entrevista que «o investimento chinês tem foco não só em interesses a curto prazo, mas também a longo prazo, que é exatamente o que ajuda a economia portuguesa. As empresas chinesas já comprovaram que são parceiros confiáveis para Portugal».

Cai Run, embaixador da República Popular da China em Portugal confirmou, «nos tempos mais difíceis da economia portuguesa, o investimento chinês desempenhou um papel crucial. A colaboração luso-chinesa promove a recuperação econômica e o desenvolvimento social de Portugal».

A situação de mútuo benefício foi assim vincada quando as empresas chinesas fizeram a própria atualização através do investimento externo. Ao longo da cooperação, as companhias de ambos os países se estenderam a mercados terceiros, abrindo as portas a outros interesses comuns.

Durante a cooperação com a companhia de eletricidade de Portugal, graças às suas redes de negócios no Brasil, a Hidrelétrica das Três Gargantas entrou com êxito no mercado de eletricidade e água do Brasil e, em pouco, tornou-se a segunda maior empresa privada de produção de eletricidade e a terceira maior de oferta de eletricidade, segundo Yang Ya, contabilista-geral da referida empresa.

António Costa, primeiro-ministro de Portugal, expressou a vontade de promover a colaboração entre os dois países no âmbito da iniciativa "Um Cinturão, Uma Rota" durante a sua vista à China em 2016. O presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, reforçou também que Portugal está disposto a apoiar a Rota da Seda Marítima do Século XXI e a ser um participante ativo da suprarreferida iniciativa.

Cabral reforçou que Portugal quer ser a «porta e ponte» que liga a Europa à África e à América do Sul, acrescentando que espera que as duas partes aprofundem a cooperação e a estendam a novas áreas como a modernização industrial e intercomunicação pessoal e cultural.


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