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Imperial liga-se à Walmart e abre portas para México, Chile e China
Revista PORT.COM • 16-Dez-2018
Imperial liga-se à Walmart e abre portas para México, Chile e China



A fabricante portuguesa de chocolates Imperial passou a ser um fornecedor principal da Walmart Brasil, o que lhe permitirá abrir as portas do México, Chile e China já no próximo ano.

«A Imperial fechou um acordo com a Walmart Brasil e passámos a ser um fornecedor principal da insígnia Sam´s Club, o que abre as portas do México, Chile e China no próximo ano, nomeadamente aos produtos saudáveis», disse à agência Lusa a presidente executiva da empresa, Manuela Tavares de Sousa.

A empresa aposta no «reforço da sua posição no mercado nacional», onde está a crescer a 10% em termos de vendas e a ganhar quota de mercado, mas também ao nível internacional, onde aposta na ligação aos grandes retalhistas mundiais.

«Concluímos [também] um acordo com a Pik n Pay para fornecimento de pintarolas (drageias de chocolate) e fechámos outro acordo com a [sul-africana] Shoprite», disse a gestora.

No Brasil, «há boas oportunidades de negócio no setor do chocolate e ao nível das drageias, pois há poucos 'players' a nível europeu e há os mercados emergentes, com grande dimensão e potencial de negócio, que têm uma média etária baixa, com uma ampla concentração de crianças e jovens», disse a gestora.

Além do Brasil, onde a aposta vai também para as marcas 'premium', a Imperial está agora voltada e privilegia a África do Sul, a Rússia e o Médio Oriente no processo de expansão internacional, embora exporte para 50 países dispersos por todos os continentes. A Europa continua, no entanto, a representar a maior fatia das vendas nos mercados externos.

A Imperial investe em média 2,5 milhões de euros por ano em inovação, materializada em tecnologia, processo de investigação e desenvolvimento e criatividade.

«É uma das empresas que melhor combina tradição com inovação», salientou Manuela Tavares de Sousa, recordando que a empresa está também a fabricar chocolates saudáveis (vegan), com características particulares, designadamente com alto teor de cacau, sem glúten e ricos em fibras.

Entre 20% a 25% do volume de negócios da Imperial provêm dos novos produtos lançados, o que demonstra a «dinâmica de inovação» da empresa, segundo Manuela Tavares de Sousa.

A faturação da Imperial cresceu 12% no último exercício fiscal concluído em junho de 2018, face ao exercício anterior, para 34 milhões de euros e o Ebitda (lucros antes de juros, impostos amortizações e depreciações) aumentou 36% para 4,5 milhões de euros.

A dona das marcas Regina, Jubileu Pintarolas, Allegro e Pantagruel tem atualmente três fábricas, incluindo a nova unidade de produção de Vila do Conde, que envolveu um investimento de 6 milhões de euros.


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