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MNE destaca a história comum marcada pela proximidade entre Portugal e China
Revista PORT.COM • 06-Fev-2019
MNE destaca a história comum marcada pela proximidade entre Portugal e China



O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, recordou hoje que Portugal e a China têm uma «história comum», marcada por relações de «proximidade» que tem beneficiado ambos os países ao longo de 500 anos.

A República Popular da China foi proclamada em 1949, mas Portugal precisou de um interregno de 30 anos e uma revolução de cravos para reconhecer e estabelecer relações diplomáticas com o país comunista, o que só veio a acontecer a 08 de fevereiro de 1979.

Para Augusto Santos Silva, este afastamento de quatro décadas foi apenas um «momento» na longa ligação de cinco séculos entre Portugal e a China, marcada pela ausência de conflitos e da qual amos os países «têm retirado benefícios».

«As relações políticas e diplomáticas pautaram-se sempre pela normalidade e até pela proximidade», sublinhou o chefe da diplomacia, destacando que Portugal e China foram «atores importantes no que conduziu ao fim da guerra fria» e à formação de «uma nova consciência e uma nova etapa da concertação multilateral».

A própria transição de Macau, quem em 1999, deixou de ser um território sob administração portuguesa tornando-se a segunda região administrativa especial da China, depois de Hong Kong é «estudado como um caso de modelo positivo», acrescentou.

O governante salientou que a transição perdura, 20 anos depois, «sem nenhum conflito, nem nenhum equívoco», e que as garantias obtidas por Portugal aquando na negociação têm sido cumpridas.

Para Santos Silva, o processo de transferência, ajudou até a impulsionar as relações culturais e económicas porque os chineses entenderam «muito rapidamente» que Macau podia ser uma excelente plataforma de intercâmbio entre a própria China, Portugal e os países de língua portuguesa, em particular os africanos.

«Isso foi tornando Macau um 'pivot' importante neste relacionamento trilateral», o que teve consequências na expansão da língua portuguesa, a nível da atração de jovens quadros qualificados para o ensino da língua portuguesa e aumento do número de universidades onde se ensina o português.


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