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Quase 30% da Reabilitação Urbana de Lisboa é paga por estrangeiros
Revista PORT.COM • 12-Abr-2019
Quase 30% da Reabilitação Urbana de Lisboa é paga por estrangeiros



O investimento estrangeiro em habitação na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa subiu para 676 milhões de euros no ano passado.

De acordo com a empresa Confidencial Imobiliário, «em 2018, os estrangeiros adquiriram 1592 imóveis na ARU de Lisboa, num investimento total de 675,6 milhões de euros», incidentes sobre a aquisição de imóveis residenciais realizada por particulares e que que se traduzem em «um aumento de 80% em volume (375 milhões de euros em 2017) e de 67% em número de imóveis (955 imóveis em 2017)».

Resultante no aumento da quota do investimento estrangeiro, a dinâmica no mercado residencial passou de 21% em 2017 para «28% do total de 2,39 mil milhões de euros investidos em habitação na ARU de Lisboa em 2018».

Os compradores estrangeiros investiram «em média, 424,5 mil euros por operação» durante o ano passado, o que significa um aumento de 8% em relação aos 393,5 mil euros investidos em 2017, assim como a «cerca de 38% mais do que investiram os compradores nacionais no mesmo período», segundo os dados da Confidencial Imobiliário.

Os investidores são «oriundos de 80 países diferentes», de «todas as partes do globo, inclusive África, Ásia, América do Sul e América do Norte, Oceânia, Europa Ocidental, Central, de Leste e Mediterrânea, e ainda Médio Oriente». Para além destes, «cinco países continuam a concentrar mais de metade do investimento internacional em habitação na ARU (55%), designadamente França (18%), China (14%), Brasil (8%), Reino Unido e Estados Unidos (ambos com 7%)».

Geograficamente, as freguesias de Santo António e Santa Maria Maior são as mais procuradas pelos estrangeiros, correspondendo a 16% e 15%, respetivamente, do investimento internacional em habitação no ano passado. A destacar são também as freguesias de Arroios, Misericórdia e Estrela, com quotas de 13%, 12% e 11%, respetivamente, o que, de acordo com a Confidencial Imobiliário enfatiza o «impulso do investimento estrangeiro» nas freguesias de Alcântara, Alvalade, Beato e Campolide, que «não obstante manterem quotas reduzidas do total do investimento internacional (inferiores a 3%), captaram três vezes mais capital estrangeiro do que em 2017».

A ARU de Lisboa cobre quase todo o território da cidade, exceto algumas zonas como o Parque das Nações, as Laranjeiras e a Alta de Lisboa, pelo que a análise de investimento imobiliário considera todas as freguesias da cidade, excluindo as do Parque das Nações, Lumiar e Santa Clara.

Especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, a Confidencial Imobiliário é uma empresa que detém índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia, através de um levantamento de informações junto de promotores, mediadores e avaliadores imobiliários, além da banca.


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