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Portugal é o primeiro país da zona euro a emitir dívida em moeda chinesa
Revista PORT.COM • 07-Jun-2019
Portugal é o primeiro país da zona euro a emitir dívida em moeda chinesa



Portugal ultrapassou a Áustria e a Itália na corrida para se tornar o primeiro país da zona do euro a vender títulos em moeda chinesa.

Lisboa emitiu recentemente os chamados Panda Bonds no valor de 2 bilhões de yuanes (R$ 1,1 bilhão) com vencimento de três anos e taxa de juro entre 3,9% e 4,5%, através da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública de Portugal (IGCP).

«Esta é a primeira emissão de Panda Bonds por um país da zona euro e o terceiro país europeu a aceder ao mercado onshore da China», disse a IGCP no fim do mês de maio. O documento destaca que os títulos tiveram uma forte demanda por parte dos investidores, que ultrapassou 3,16 vezes a oferta, permitindo reduzir a taxa marginal inicial de 4,35% para 4,09%.

A oferta faz parte do programa de títulos Panda de 5 bilhões de iuanes de Portugal - um dos países europeus com maior nível de investimento chinês. A operação é coordenada pelo Banco da China e HSBC Holdings. Itália e Áustria já haviam manifestado interesse em vender esse tipo de títulos de dívida.

O ministro português das Finanças, Mário Centeno, disse que esta questão é um «passo positivo na gestão da dívida externa do país a médio prazo» e que esta operação permitirá a Lisboa expandir a sua base de investidores, de acordo com o canal norte-americano CNBC.

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, disse que a emissão de dívida de dois milhões de renmimbi (260 milhões de euros) em moeda chinesa foi «um sucesso». 

«Lançámos a operação Panda, à qual atribuímos muita importância, e o sucesso da operação foi manifesto, portanto estamos todos de parabéns, está o tesouro português de parabéns por ter lançado a operação, estão o renmimbi e o mercado de parabéns pela aceitação», sublinhou Carlos Costa.

Recentemente, a agência de classificação de risco de crédito Fitch atualizou o status de Portugal de "estável" para "positivo", abrindo a porta a uma melhoria dos ratings até o final deste ano.

No início deste ano, o vice-governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, comunicou que a iniciativa é fundamental para o desenvolvimento dos mercados financeiros da China, que já há muito promete abrir seu mercado de títulos para investidores estrangeiros.

O primeiro emissor soberano da União Europeia a vender títulos Panda foi a Polónia, em 2016, seguida pela oferta da Hungria, um ano depois.

 

China: um “incontornável” parceiro comercial

O governador do Banco de Portugal frisou, ainda, que a China é um parceiro comercial e investidor incontornável a nível nacional.

«O progresso económico e social na RPC nos últimos 30 anos é impressionante. À escala mundial, todos os países, de uma forma ou de outra, registaram os impactos da dinâmica das relações comerciais e do investimento da China», afirmou, acrescentando que, no caso de Portugal, «a China assume um papel incontornável enquanto parceiro comercial e, mais recentemente, também como origem de investimento estrangeiro».

Carlos Costa lembrou que, «atualmente, a presença de investimento chinês é avultada e dirige-se a setores fundamentais como setor financeiro, banca e seguros, a produção e distribuição de energia, o setor da saúde e a área do setor imobiliário», bem como o fluxo de turistas chineses é «de relevância e importância crescente».


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