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Deep Money: Ainda há várias notas falsas a circular no espaço europeu
Revista PORT.COM • 10-Set-2019
Deep Money: Ainda há várias notas falsas a circular no espaço europeu



A Polícia Judiciária (PJ) comunicou que ainda circulam várias centenas de notas falsas, mesmo após o desmantelamento da segunda maior rede de contrafação de moeda no espaço europeu, com a apreensão de mais de 1,3 milhões de euros.

Numa conferência de imprensa, que decorreu ontem nas instalações da PJ em Lisboa, o coordenador Luís Ribeiro, da Unidade Nacional de Combate, explicou que a rede foi formada no início de 2017 e que desde aí produziu milhares de notas de euros falsas "com muito boa qualidade", tendo a maquinaria apreendida sendo encontrada em casas.

"Apesar da apreensão de milhares de notas contrafeitas, é muito comum que nos próximos meses ainda haja a circular algumas notas que vão sendo apreendidas", afirmou.

A comercialização das notas fazia-se através da 'darknet' e os criminosos conseguiam entre 20 a 25% de lucro, isto é, 100 mil euros eram vendidos por 20 ou 25 mil euros.

Quase 5 mil notas falsas apreendidas em Portugal

No início de julho, e durante várias buscas, foram apreendidas em Portugal cerca de cinco mil notas falsas de euro, no valor aproximado de 250 mil euros, e "diversos objetos relacionados com a produção das notas, nomeadamente computadores, impressoras, papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta e tinteiros".

"As notas eram publicitadas e comercializadas através da 'darknet' e recebidas as encomendas por essa via ou através de algumas aplicações móveis e posteriormente o presumível cabecilha remetia essa informação aos elementos do grupo que encontravam em Portugal que por sua vez produziam as notas e enviavam por correio", explicou o polícia.

Luís Ribeiro disse ainda que a qualidade das notas, foram consideradas unanimemente pelos vários compradores que frequentam a ´darknet´ “como as melhores".

As notas contrafeitas foram apreendidas em praticamente todo o espaço europeu, com maior incidência em França, Alemanha, Espanha e Portugal e globalmente desde janeiro de 2017 foram apreendidas notas com valor superior de 1,3 milhões de euros.

Entre as cinco pessoas detidas e já com medidas privativas da liberdade, estão cidadãos portugueses e franceses.

Um dos detidos é português, tem 35 anos, e é considerado pela PJ como o cabecilha da rede que foi detido a 23 de agosto na Colômbia e posteriormente entregue à PJ em Portugal.

O homem tem registo criminal por vários crimes, nomeadamente tráfico de droga e extorsão sexual.

 


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