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Herdade Maria da Guarda começa a exportar azeite para EUA este mês
Revista PORT.COM • 12-Out-2019
Herdade Maria da Guarda começa a exportar azeite para EUA este mês



A Herdade Maria da Guarda, no Alentejo, deverá começar a exportar azeite para os EUA já este mês, após ter fechado um acordo com a California Olive Ranch, num negócio avaliado em cerca de um milhão de euros.

«Daqui a duas semanas começamos a fazer a colheita. O início [da exportação] deverá começar em 22 de outubro. Se começarmos dia 21, a 22 estamos com o primeiro camião a seguir para os Estados Unidos», avançou à agência Lusa o presidente executivo da Herdade Maria da Guarda (HMG), João Cortez de Lobão.

Este acordo, avaliado em um milhão de euros, vai assim permitir a exportação de até 300 toneladas de azeite virgem extra, ou seja, cerca de 10% a 20% da produção da herdade. Um valor que poderá ainda aumentar, caso a empresa norte-americana assim o deseje.

«Eles [California Olive Ranch] escolheram um país da Europa - Portugal -, um país da América Latina -- a Argentina, além dos Estados Unidos, para fazerem a sua marca 'premium' para distribuir nos EUA», explicou o responsável.

Assim, a marca será da empresa norte-americana, mas a embalagem terá de explicitar a proveniência do azeite.

De acordo com João Cortez de Lobão, Portugal vai beneficiar com o facto de estar de fora do acordo norte-americano de taxas sobre os azeites e vinhos, que penaliza o resto da Europa.

«Pela excelência da qualidade dos azeites e pela excelente relação que existe entre os dois países, Portugal ficou de fora das taxas de importação [...]. Acreditamos que, com isto, Portugal tem uma vantagem quanto ao resto da Europa», defendeu.

A Herdade Maria da Guarda espera produzir este ano à volta de dois milhões de quilos de azeite, todos para exportação, sendo que, no total, em Portugal, a produção deverá ascender aos 130 ou 140 milhões de quilos.

Itália, Espanha e agora os Estados Unidos são atualmente os destinos do azeite da HMG, que não tem em vista, para já, entrar noutros mercados, mas quer aumentar a sua presença na América do norte e distribuir a produção acautelando o risco cambial.

«Para já não temos necessidade [de entrar noutro mercado], porque tudo o que produzimos vai embora e os compradores fazem fila à porta do lagar. O que queremos é distribuir geograficamente e em termos de risco cambial. Se chegarmos ao ponto de podermos ter metade das vendas nos Estados Unidos e metade em euros já nos dá satisfação», apontou.

Esta herdade, que fatura anualmente cerca de oito milhões de euros, conta com, sensivelmente, 40 colaboradores e tem 1,3 milhões de oliveiras, afirmando-se como a propriedade, em Portugal, com mais árvores deste tipo, o que permite «uma racionalidade de custos e gestão logística».

Na plantação e no lagar já foram investidos 17 milhões de euros, que começam agora a «dar frutos» com a diversificação da carteira de clientes.

Conforme afirmou João Cortez de Lobão, apesar deste novo acordo, o principal objetivo da HMG mantém-se: produzir azeite ao menor custo, permitindo que mais pessoas consigam comprar o produto.

«O consumo de azeite só aumenta se fizermos o trabalho de casa. Queremos produzir ao preço mais baixo possível, para que mais pessoas possam ter um maior poder de compra de um azeite de boa qualidade», concluiu.


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