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Economia de Angola cria mais de 161 mil postos de trabalho em 21 meses
Revista PORT.COM • 17-Out-2019
Economia de Angola cria mais de 161 mil postos de trabalho em 21 meses



A economia de Angola criou quase 162 mil postos de trabalho entre o início de 2018 e o terceiro trimestre de 2019, quase um terço do previsto pelo Governo para o quinquénio 2018/2022.

Os dados foram revelados pelo Presidente João Lourenço, na passada terça-feira, em Luanda, no discurso sobre o Estado da Nação, na abertura do novo ano parlamentar.

O Presidente, que garantiu que Angola retomará a senda do crescimento económico a partir de 2020, disse que dos postos de trabalho criados naquele período, 80,3% incidiram no sector empresarial público e privado, e que os restantes 19,7% na função pública.

João Lourenço, citado pela agência noticiosa Angop, referiu que o sector do Comércio foi o que criou mais postos de trabalho, seguido do da Construção e Obras Públicas, Transportes, Agricultura e Indústria.

Ao dirigir-se aos deputados, o Presidente da República recordou que a crise económica iniciada em 2014 com a queda dos preços do petróleo agudizou-se posteriormente com o aumento da dívida pública, que representa agora cerca de 90% do Produto Interno Bruto e adiantou que, para escapar à “armadilha do endividamento”, o serviço da dívida atingiu 51% das despesas do Orçamento Geral do Estado.

“O saldo orçamental, anteriormente deficitário, é actualmente positivo, o que permite reduzir o recurso ao endividamento público”, disse João Lourenço aos deputados, reiterando que o foco da sua governação é reanimar e diversificar a economia, com a retoma do crescimento já a partir de 2020.

O Presidente previu a redução da taxa de inflação em um dígito, até ao final da legislatura, tendo como indicador a taxa de inflação dos últimos 12 meses, que tem estado a percorrer uma trajectória descendente.

Entre Outubro de 2018 e Outubro deste ano, a taxa de inflação situou-se em 17,24%, nível inferior em 1,36 pontos percentuais ao observado em igual período de 2018, que foi de 18,6%.

A taxa de inflação acumulada foi de 42% em 2016 e de 23,7% em 2017, pelo que João Lourenço prometeu continuar a conduzir a política fiscal, monetária e cambial, para voltar, até 2022, às taxas de inflação anuais de um dígito.

Destacou, a propósito, as reformas no domínio da legislação e a abertura do mercado, tendo salientado a aprovação da Lei sobre o Investimento Privado e da Lei da Concorrência, para tornar Angola num destino privilegiado do investimento.




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