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UGT quer nova campanha de informação para evitar exploração laboral de emigrantes
Revista PORT.COM • 02-Out-2017
UGT quer nova campanha de informação para evitar exploração laboral de emigrantes



A UGT quer organizar uma nova campanha de informação para portugueses que pretendam emigrar, para evitar que acabem explorados por

O secretário-geral da UGT, que terminou ontem uma visita de quatro dias ao Luxemburgo, a convite da central sindical luxemburguesa LCGB, diz que continua a haver casos de pessoas que "vêm ao engano", "com o objetivo de ter um bom salário", mas acabam por ter dificuldades para fazer face ao custo de vida no Grão-Ducado ou mesmo a ser explorados.

"As pessoas antes de virem têm de perceber quem é que os contrata, mesmo sendo empresários ou pseudo-empresários portugueses, que muitas vezes aqui chegam e deixam as pessoas ao deus dará", disse à agência Lusa Carlos Silva.

O secretário-geral da UGT recordou casos de exploração de portugueses denunciados no passado pelas duas centrais sindicais luxemburguesas, LCGB e OGB-L, e afirmou que continua a haver situações de "empresários sem escrúpulos" que "aproveitam a fragilidade de muitos trabalhadores", afirmando que alguns acabam a viver "em pré-fabricados", em estaleiros de construção.

"Às vezes as pessoas chegam a um ponto que, quando se querem ir embora, nem dinheiro têm para regressar ao país", acrescentou, defendendo a necessidade de "criar canais de informação que cheguem às pessoas", que incluam também "o custo de vida" no Luxemburgo.

"Vamos socorrer-nos dos nossos sindicatos e uniões distritais para fazer chegar, também via comunicação social, um alerta para aqueles que ainda vêm para o Luxemburgo à espera de [melhores] condições de vida salariais - têm é de perceber que o custo de vida no Luxemburgo é equiparado aos salários: se os salários são altos, o custo de vida é alto", afirmou.

A iniciativa poderá recorrer a 'flyers' com informação para quem pretende emigrar, à imagem do que sucedeu com a campanha "Emigrar de olhos abertos", da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Infelizmente, há determinadas campanhas que não podem parar no tempo", defendeu Carlos Silva, recordando que "se mantém um certo fluxo de trabalhadores portugueses que vêm ao encontro de melhores condições de vida".

"Infelizmente, o país ainda não está em pleno emprego. Estamos num crescimento bastante importante, ultrapassando até o que alguns arautos da desgraça diziam não ser possível, mas também há muitos que ainda têm de encontrar o seu lugar ao sol e há 8,9% de desempregados em Portugal", afirmou.

 


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