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Paulo Pisco em debate na Sudradio em Paris
Revista PORT.COM • 03-Fev-2018
Paulo Pisco em debate na Sudradio em Paris



O debate foi moderado pelo jornalista Philippe David e tinha em estúdio os comentadores políticos Bruno António e Mustapha Tossa.

O futuro da Europa e a situação política em Portugal após a crise, foram os temas em debate na Sudradio, uma rádio generalista das mais ouvidas em França, em que participou o deputado do PS eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco. 

No debate, Paulo Pisco considerou que a União Europeia pode hoje encarar o futuro com mais otimismo do que há dois ou três anos, quando a ameaça dos partidos de extrema direita poderia levar a uma desagregação do projeto europeu, e que, mesmo assim, ainda teve o seu ponto mais perigoso na decisão do Reino Unido de abandonar o barco comunitário. No entanto, esse acontecimento acabou por servir como lição para Europa sobre os caminhos que não se deveriam prosseguir. 

O deputado abordou também os efeitos da crise económica e financeira em Portugal e a atual situação de estabilidade política, crescimento económico e equilíbrio das contas públicas, referindo que os resultados têm sempre superado as expetativas iniciais em termos de défice, crescimento, baixa do desemprego e outros aspetos, o que atualmente merece o reconhecimento europeu de forma generalizada, mesmo daqueles que eram ao mais descrentes, como o antigo ministro das finanças alemão Wolfgang Schauble. Neste sentido, a eleição do ministro das Finanças português, Mário Centeno, para líder do Eurogrupo é bem a demonstração do reconhecimento dos resultados muitos positivos alcançados em Portugal, mas também um sinal que a Europa dá de virar a página das políticas de austeridade.

Do ponto da vista europeu, Paulo Pisco saudou o regresso do eixo franco-alemão com a eleição de Emmanuel Macron em França, fundamental para uma mais fácil aceitação do projeto europeu por parte das opiniões públicas e a discussão sobre a reforma dos mecanismos de funcionamento comunitários em termos económicos e financeiros, em que Portugal tem sido um parceiro ativo. 

Particularmente importante é dotar a Europa dos instrumentos que a protejam de novas crises financeiras, como a criação de um Fundo Monetário Europeu e a conclusão da União Bancária e de promover uma verdadeira convergência nos níveis de desenvolvimento entre Estados-membros da União, de a forma a que todos possam beneficiar das mesmas oportunidades e, desta forma também, afastar a possibilidade de novas crises como a que atingiu duramente a Europa a partir de 2008.


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