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Revista PORT.COM • 29-Mar-2018
Parlamento Europeu aprova mecanismo de apoio a luso-venezuelanos na Madeira



Proposta, apresentada por eurodeputada madeirense, vai dar resposta a emigrantes na Venezuela que regressaram à Madeira.

A proposta de um mecanismo financeiro para apoiar as regiões ultraperiféricas na integração de migrantes foi aprovada na comissão de desenvolvimento regional do Parlamento Europeu, mas só se deverá concretizar em verbas depois de 2020. Para a autora da proposta, a eurodeputada madeirense Liliana Rodrigues, este é o primeiro passo para garantir ajudas aos oito mil emigrantes e lusodescendentes que regressaram à Madeira nos últimos dois anos vindos da Venezuela.

“Provavelmente, cerca de oito mil migrantes numa Alemanha não causam grande ruído, mas numa região como a Madeira, ou numa outra região ultraperiférica, [essa situação] exige atenção e cuidados redobrados em termos de sustentabilidade”, frisou a deputada, dizendo que a situação da Venezuela motivou que os países vizinhos a desenvolver planos de emergência devido ao fluxo migratório incomum de venezuelanos. Uma pressão, continua a parlamentar, que também existe nos países da UE como Portugal, Espanha e Itália.

Os milhares que, entre 2015 e 2017, escolheram a Madeira para fugir colocaram a região sob pressão, sobretudo os serviços de saúde e as prestações da Segurança Social. O arquipélago é pequeno, tem problemas estruturais e não tem condições para ajudar a integrar estes migrantes. O mecanismo financeiro poderá então servir para, conforme explica Liliana Rodrigues, ajudar quem chega, “prestando-lhes todo o apoio necessário, seja ao nível de educação, da língua, dos serviços de saúde, habitação ou ao nível da integração no mercado de trabalho”.

A ideia de Liliana Rodrigues consta agora do relatório final da comissão de desenvolvimento regional do Parlamento Europeu, mas ainda levará algum tempo a produzir efeitos na vida quotidiana dos migrantes. O assunto será levado ao plenário, em Estrasburgo, em abril ou maio, e só no pós-2020 é que haverão verbas para este financiamento.

Neste momento, Liliana Rodrigues prefere evidenciar a vitória do Partido Socialista Europeu, mas sobretudo uma vitória para os migrantes. “Esta é uma vitória suprapartidária. Tem de ser assim. Não há outra maneira de solidificarmos o projeto europeu. A solidariedade tem uma única bandeira, a bandeira da União Europeia”, concluiu.


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