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Emmanuel Macron destaca amizade entre Portugal e França
Revista PORT.COM • 10-Abr-2018
Emmanuel Macron destaca amizade entre Portugal e França



O Presidente francês, Emmanuel Macron, destacou, no Cemitério Militar Português de Richebourg, 'a amizade entre Portugal e França' numa intervenção na cerimónia evocativa do centenário da Batalha de La Lys.

O Presidente da República Portuguesa quis agradecer, no dia em que se celebram 100 anos sobre a Batalha de La Lys, em França, aos soldados portugueses que ali lutaram durante a I Guerra Mundial.

“Portugal, pela minha voz, agradece a estes bravos o seu sacrifício supremo aqui em França, como em Angola, em Moçambique, por terra mar e ar, esse sacrifício não foi em vão, dele também se fez a glória de Portugal, a vitória da França e o futuro da Europa”, disse Marcelo, discursando no dia 9 de abril numa cerimónia no cemitério de Richebourg, no norte de França, onde se encontrava também António Costa. 

Marcelo destacou um de entre tantos outros heróis, Augusto Aníbal Milhais, que permaneceu como lenda da nossa memória.

“Ficou conhecido como o 'soldado milhões', foi o único soldado raso a receber até hoje a mais elevada condecoração portuguesa, a ordem militar da torre e espada do valor lealdade e mérito, entregue em pleno campo de batalha por um corajoso chefe militar, futuro Presidente da República, o marechal Manuel Gomes da Costa. Ficou história e lenda com símbolo dos nossos melhores, aqui tombados em 9 de abril de 1918, a lutarem por Portugal, pela sua pátria, pela sua gente, pela sua terra, e à época, pelo seu império", frisou Marcelo. 

Dirigindo-se depois em francês a Emmanuel Macron, Marcelo lembrou os portugueses que chegaram ali a uma pátria que desconheciam, pátria essa que, 50 anos mais tarde, recebeu mais de um milhão de portugueses, e que hoje mais de 1 milhão e 600 mil. 

Emmanuel Macron discursou depois do Presidente português e recordou que no cemitério de Richebourg que "estão perto de 2.000 soldados portugueses" que lutaram numa "guerra absurda" que, aos "olhos europeus" de hoje se apresenta como uma "guerra dolorosamente fratricida".

"Temos esta amizade entre Portugal e França, esta amizade profunda e sólida, cimentada por milhares de portugueses e franceses de origem portuguesa cuja energia e trabalho fortificam a nossa nação diariamente, cimentada por este sangue vertido, por estes jovens que aqui vieram defender a nossa liberdade e a nossa Europa", acentuou.

O Presidente francês sublinhou que a cerimónia evoca a "memória de todos os soldados portugueses", desde os que "combateram com as forças aliadas em França, mas também em Angola e Moçambique", e acrescentou que a Batalha de La Lys, em 09 de abril de 1918 - na qual os portugueses foram destroçados pelas tropas alemãs - é simbolicamente "o equivalente para os portugueses da batalha de Verdun para os franceses".

"Centenas de soldados portugueses morreram nesse dia, ao realizarem corajosamente uma batalha desigual que opôs 20.000 dos seus a mais de 50.000 alemães que aí agarravam a sua última oportunidade para ganhar a guerra antes da chegada dos esforços dos Estados Unidos. Foram, no total, 7.000 soldados portugueses que foram mortos, feridos e capturados num só dia negro, o mais mortífero da Grande Guerra para o vosso povo", afirmou.

Emmanuel Macron apontou o cemitério militar português em França como "um símbolo de amizade e de solidariedade europeia e não de rancor nacionalista", manifestando o desejo de que "nunca mais um europeu seja obrigado a tomar as armas e a matar o seu vizinho, que nunca mais os povos e as nações da Europa não tenham que se afrontar em guerras intestinais".

O chefe de Estado francês declarou ainda que se deve "continuar a fazer da Europa o sonho de um continente que viveu um pesadelo", que o "passado comum confirma que é preciso um futuro partilhado", algo que é um dever para "a história, os mortos e a juventude".

"A Europa pode ser aperfeiçoada, nós sabemo-lo. A Europa deve ser objeto de reformas, trabalhamos nisso e trabalhamos em estreita colaboração com Portugal em muitos projetos da maior importância. Trabalhamos com o conjunto dos nossos aliados", acrescentou, terminando o discurso com um "Viva Portugal, viva a França e viva a amizade entre Portugal e a França".


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