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Portugal não pode perder capacidade de proteger os portugueses no estrangeiro
Revista PORT.COM • 26-Out-2016
Portugal não pode perder capacidade de proteger os portugueses no estrangeiro



O ‘Lusitano 2016’ representa uma situação que pode ser real e em que é necessário projetar forças para outro território para resgatar portugueses.

O primeiro-ministro defendeu que Portugal não pode perder a capacidade de garantir a segurança e a proteção de portugueses no estrangeiro e o seu regresso são e salvos ao território nacional em caso de necessidade.

“Um país como Portugal, que tem interesses muito diversificados em muitas regiões do mundo e uma diáspora muito significativa espalhada pelo mundo, não pode nunca perder a capacidade de, onde quer que esteja um português ou uma empresa portuguesa, poder desenvolver as capacidades e os meios necessários para assegurar a sua segurança, a sua proteção e o seu regresso são e salvos ao território nacional”, disse António Costa.

O chefe de Governo falava na Base Aérea n.º 11, em Beja, depois de ter assistido a uma demonstração de atividades militares no âmbito da edição deste ano do exercício anual das Forças Armadas ‘Lusitano’, que está a decorrer até dia 28 deste mês em vários locais de Portugal, envolvendo cerca de 1.300 militares.

Segundo Costa, o ‘Lusitano 2016’ “exemplifica bem mais uma das capacidades e das funções essenciais que as Forças Armadas desempenham ao serviço da nação, não só a de garantir a soberania nacional, mas também a de proteção dos interesses fundamentais do Estado Português, a de segurança dos portugueses onde quer que eles se encontrem e a capacidade que temos de ter de projetar as forças para assegurar esses objetivos”.

O ‘Lusitano 2016’, apesar de ser ficcionado, “representa uma situação que pode ser real e em que é necessário projetar forças para outro território” para resgatar portugueses, cidadãos europeus e empregados de empresas portuguesas, que necessitem de ser retirados em condições de segurança, “dando-lhes, primeiro, cuidados de assistência médica e permitindo-lhes regressar a Portugal ou a outro local seguro”.

“Infelizmente, é uma missão que, já no passado, as Forças Armadas Portuguesas tiveram que desenvolver”, e fizeram-no “com grande sucesso”, e que Portugal tem de “estar preparado para assegurar”, disse.

O primeiro-ministro felicitou os militares envolvidos no exercício e desejou que a sua missão “possa ser completada com o maior sucesso, o menor número de baixas possível e a maior taxa de recuperação de compatriotas, cidadãos europeus e funcionários de empresas portuguesas, que vão resgatar e trazer em segurança” para Portugal.

 

Foto em destaque ©Lusa


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