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Políticos e população juntos nas homenagens às vítimas de Pedrógão Grande
Revista PORT.COM • 17-Jun-2018
Políticos e população juntos nas homenagens às vítimas de Pedrógão Grande



Presidente da República, o primeiro-ministro e representantes dos maiores partidos associam-se às iniciativas para homenagear as vítimas do incêndio que deflagrou há um ano, provocando 66 mortos e cerca de 250 feridos

O Presidente da República, o primeiro-ministro e representantes dos maiores partidos associam-se hoje (dia 17 de junho) às iniciativas para homenagear as vítimas do incêndio que deflagrou há um ano em Pedrógão Grande, Leiria, provocando 66 mortos e cerca de 250 feridos. 

Na missa que foi celebrada ao meio-dia na igreja matriz de Pedrógão Grande pelo bispo de Coimbra, além do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, esteve presente a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, numa iniciativa a que se associaram as autarquias de Castanheira de Pera, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos.

À tarde, o Presidente da República está também presente na inauguração do "Monumento à Vida" [na foto], na aldeia de Nodeirinho, em honra às pessoas da povoação que se salvaram, refugiadas no tanque de uma fonte. A obra, da autoria do artista local João Viola, foi executada por voluntários e com donativos e recorda também os 11 habitantes de Nodeirinho que morreram no incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017.

O projeto começou a ser pensado depois do incêndio, foi ganhando outras formas e feitios, mas, desde o início, que o pintor de Nodeirinho quis que aquele memorial não fosse um monumento fúnebre.

«Na altura em que isto aconteceu, pensei que isto está morto, mas virá um mundo novo e essa frase [‘Eis que faço novas todas as coisas’] manteve-se e esteve sempre a bater-me na cabeça», frisou João Viola.

O monumento é «um memorial à vida dos que se salvaram» na fonte da aldeia. Fonte essa que também simboliza a razão de Nodeirinho existir, porque sempre por aquele vale «houve água», sublinha João, referindo que só se lembra da ribeira secar por duas vezes na sua vida.

Depois, o chefe de Estado segue para a sessão solene de homenagem às vítimas dos incêndios, que irá decorrer na sede da AVIPG - Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, na aldeia de Figueira.

O incêndio que deflagrou há um ano em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), em 17 de junho, e alastrou a concelhos vizinhos provocou 66 mortos e cerca de 250 feridos.

As chamas, extintas uma semana depois, destruíram meio milhar de casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.

Em outubro, os incêndios rurais que atingiram a região Centro fizeram 50 mortos, a que se somam outras cinco registadas noutros fogos, elevando para 121 o número total de mortos em 2017.

 


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