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Atribuições de nacionalidade portuguesa a venezuelanos sobe desde 2015
Revista PORT.COM • 26-Nov-2018
Atribuições de nacionalidade portuguesa a venezuelanos sobe desde 2015



Apenas um pedido de um cidadão venezuelano foi indeferido e 41 foram concedidos em nove meses deste ano.

As atribuições de nacionalidade portuguesa a venezuelanos e lusodescendentes está a aumentar desde 2015, ocasião em que a Venezuela caiu numa crise económica, política e social, segundo dados estatísticos do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN).

Até setembro, o IRN concedeu já 232 pedidos de nacionalidade portuguesa a cidadãos venezuelanos e de filhos de mãe portuguesa ou pai português nascidos na Venezuela. Apenas um pedido de um cidadão venezuelano foi indeferido e 41 foram concedidos em nove meses deste ano. Nos lusodescendentes, 191 receberam decisão favorável e também um não reuniu as condições para a concessão da nacionalidade portuguesa.

Em 2017, o IRN registou um total de 334 pedidos de nacionalidade portuguesa, 274 venezuelanos com residência em Portugal e 60 não residentes. Um total de 17 foi indeferido. Os dados estatísticos de 2016 referem que 209 cidadãos da Venezuela com residência em Portugal requereram a atribuição de nacionalidade (oito indeferimentos) e 54 não residentes (seis sem a concessão).

O IRN deferiu 137 pedidos de nacionalidade portuguesa de venezuelanos e lusodescendentes, 112 de residentes em Portugal e 25 não residentes, enquanto 20 foram negados.

A crise económica e social obrigou já centenas de milhares de pessoas a abandonarem a Venezuela. Muitos viajaram para o Brasil, entre eles portugueses.

A comunidade portuguesa na Venezuela é constituída por meio milhão de portugueses e lusodescendentes.

«São mais de mil os portugueses que abandonaram a Venezuela», afirmou a conselheira do Conselho das Comunidades Portuguesas na Venezuela, Maria de Lurdes Almeida, destacando que «os jovens, principalmente, querem sair», porque «não veem muito futuro». A conselheira na Venezuela disse que «as filas às portas do Consulado» português em Caracas para «tramitar a documentação» são enormes, o que «antes não acontecia».

Grande parte dos emigrantes portugueses e lusodescendentes na Venezuela regressados a Portugal está na Madeira e no distrito de Aveiro. Na Madeira, o Governo Regional estima que, desde 2015, tenham retornado cerca de 6.000 portugueses.

Em fevereiro, um estudo da Hercon Consultores indicava que a economia venezuelana se agravou desde 2014, com 89,5 dos venezuelanos a não conseguirem rendimentos suficientes para assegurar as necessidades básicas e a inflação a fixar-se acima dos 800% por ano.


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