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EUA pedem reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela
Revista PORT.COM • 25-Jan-2019
EUA pedem reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela



Reunião foi solicitada para este sábado, dia 26.

Os Estados Unidos pediram uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater a crise na Venezuela, anunciou esta quinta-feira (24) a missão americana nas Nações Unidas.

O encontro foi solicitado para amanhã. Os diplomatas indicaram que o encontro deve contar com a presença do secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Depois de Juan Guaidó se declarar Presidente interino, a Venezuela cortou relações diplomáticas com os EUA e determinou que os funcionários americanos deixem o país em 72 horas. As autoridades norte-americanas, no entanto, não reconheceram a declaração de Maduro. Pompeo disse que não acredita que o governo chavista «tenha autoridade legal para quebrar relações» com os Estados Unidos.

Ontem, a Força Armada da Venezuela (FANB), considerada o principal apoio de Nicolás Maduro, disse que a autoproclamação de Guaidó é um "golpe de Estado" e afirmou que o líder chavista é o «presidente legítimo».

A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, ao lado dos militares venezuelanos. Padrino disse que os EUA e outros países estão numa guerra económica contra a Venezuela.

 

ONU pede diálogo para evitar um «desastre» na Venezuela

Recorde-se que o secretário-geral da ONU, António Guterres, já tinha apelado ao diálogo na Venezuela, para impedir uma escalada que termine num «desastre», à margem do fórum económico mundial de Davos.

«Esperamos que o diálogo seja possível para evitar uma escalada que conduza a um conflito que será um desastre para a população do país e para a região», afirmou António Guterres.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adiantou que «todos os governos soberanos têm a possibilidade de escolher o que querem», quando se trata de reconhecer qual dos dois é o presidente legítimo.

Austrália, Japão e Estados Unidos são alguns dos países que já reconheceram Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, assim como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a quase toda a América Latina. Por sua vez, a União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que «os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados» e instando à «abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional».

A Venezuela enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.


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