ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Funchal expressa «solidariedade» e pede reposição da democracia na Venezuela
Revista PORT.COM • 25-Jan-2019
Funchal expressa «solidariedade» e pede reposição da democracia na Venezuela



A Câmara Municipal do Funchal expressou a sua «solidariedade» com o povo venezuelano e a comunidade portuguesa na Venezuela, vincando que as previsões apontam para que esteja em marcha um movimento de «reposição da normalidade democrática» no país.

«Expressamos o nosso apoio não só a todo o povo venezuelano, mas também aos lusodescendentes que têm sofrido muito com a situação quase caótica em que caiu a vida na Venezuela, uma situação socioeconómica muito degradada», afirmou o vice-presidente da autarquia, Miguel Gouveia, após a reunião do executivo camarário.

A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades madeirenses, sendo que a instabilidade no país já motivou o regresso à região autónoma de mais de 6.000 emigrantes desde 2016 e as previsões apontam para que o número continue a aumentar.

Na quarta-feira, centenas de pessoas, na maioria emigrantes e ex-emigrantes, concentraram-se no Largo do Município, junto ao edifício da Câmara Municipal, numa manifestação contra o Governo de Nicolás Madura e de apoio a Juan Guaidó, que se autoproclamou nesse dia Presidente interino da Venezuela.

Uma bandeira venezuelana gigante com a palavra "Liberdade" encontra-se pendurada na fachada principal da Câmara do Funchal.

«O município manifesta todo o apoio para haja efetivamente uma restauração da democracia, repondo os valores da liberdade e da justiça, e que isto seja encarado como uma causa comum a todas as instituições e partidos», afirmou Miguel Gouveia.

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou pleno respeito pela «vontade inequívoca» mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro «compreenda que o seu tempo acabou» e apelou para a realização de «eleições livres».

A Venezuela, país onde residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Portugal hoje, um país que incentiva ao regresso
Paulo Pisco
Deputado do PS eleito pelos portugueses na Europa
De olhos postos em África com uma estratégia de futuro
Peter Dawson
Presidente do grupo Garland
Não há tempo para se perder tempo!
Vítor Ramalho
Secretário-Geral da UCCLA
DISCURSO DIRETO
O português que ajudou a 'erguer' as memórias do World Trade Center
Luís Mendes, arquiteto
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
«Mobilidade no espaço da lusofonia é um dos maiores desafios»
Teresa Ribeiro, SENEC
PORTUGAL
The last man on the moon
José Caria, diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ