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Governo antecipa aumento de votos de emigrantes portugueses
Revista PORT.COM • 12-Fev-2019
Governo antecipa aumento de votos de emigrantes portugueses



Graças ao recenseamento automático, o número de emigrantes que poderá votar nas próximas eleições europeias passa de 318 mil para mais de um milhão e 450 mil, segundo dados do Governo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, sublinhou, no final de uma visita à Alemanha, a confiança numa maior afluência eleitoral dos portugueses residentes no estrangeiro, com a entrada em vigor do recenseamento automático.

Com o recenseamento automático, o número de portugueses a residir no estrangeiro, que vai poder votar já nas próximas eleições europeias, passa de 318 mil cidadãos portugueses para mais de um milhão e 450 mil, segundo dados do Governo.

Em 2015, votaram no escrutínio de outubro cerca de 28 mil e 300 portugueses a viver fora do país, dos quais 2285 na Alemanha.

«Na noite das eleições, a minha expectativa é de que haja um maior número de votantes do que nas últimas eleições, quer nas últimas europeias, quer nas últimas legislativas, quer nas últimas presidenciais (...) São duas as formas de olhar para a realidade: ou olharmos para os números da abstenção, ou da participação. Eu vou pôr os meus olhos nos números dos que foram votar e que antes não tinham condições para isso", revelou à agência Lusa o secretário de Estado.

 

Cidadãos com dupla nacionalidade podem candidatar-se

Além do aumento do número de recenseados, as mudanças na lei eleitoral preveem que cidadãos com dupla nacionalidade possam ser candidatos à Assembleia da República, por exemplo.

«Significa dar mais direitos políticos aos cidadãos portugueses que estão no estrangeiro e garantir outra vinculação entre portugueses no estrangeiro e Portugal», sublinhou José Luís Carneiro.

O governante participou em duas sessões da iniciativa Diálogos com as Comunidades, em Estugarda e em Dusseldorf com o objetivo de «garantir a mobilização dos portugueses para os altos eleitorais», frisando que os cidadãos a residir no estrangeiro, «passam a ter outra força política e uma outra capacidade para reivindicar junto do seu país respostas para os problemas que os inquietam».


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