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Governo: Novo modelo de gestão nos consulados para melhorar atendimento a emigrantes
Revista PORT.COM • 30-Out-2019
Governo: Novo modelo de gestão nos consulados para melhorar atendimento a emigrantes



Um novo modelo de gestão dos consulados para simplificar o atendimento e melhorar a resposta a emergências é uma das propostas para as comunidades do programa do Governo 2019-2023, que foi entregue no parlamento no dia 26.

A intenção é “adaptar a organização diplomática e consular às novas realidades da emigração portuguesa e aproveitar o enorme potencial da dimensão, dispersão, enraizamento e vinculação a Portugal das comunidades residentes no estrangeiro”.

Para tal, o Executivo propõe-se “reestruturar sistemicamente a resposta dos consulados, revendo e reforçando a rede e aplicando o novo modelo de gestão consular, simplificando os procedimentos e consolidando os mecanismos de apoio a situações de emergência”.

Entre o conjunto de medidas destinadas à emigração e comunidades portuguesas, incluídas no capitulo “Valorizar as funções de soberania – Afirmar Portugal como país aberto à Europa e ao Mundo”, o Governo socialista quer igualmente reforçar as “condições de participação cívica e política dos portugueses residentes no estrangeiro”, na sequência do alargamento do recenseamento automático, que aumentou o universo eleitoral no estrangeiro de cerca de 300 mil eleitores para mais de 1,4 milhões nas últimas eleições legislativas.

O Executivo propõe-se continuar a “acompanhar e intervir nas circunstâncias e situações de maior dificuldade ou risco” que envolvam portugueses no estrangeiro, nomeadamente mantendo o apoio a comunidade luso venezuelana e especial atenção aos portugueses do Reino Unido no contexto do Brexit.

Consolidar “as plataformas e ocasiões de reforço dos vínculos entre o país e as comunidades” e promover e avaliar o “Programa Regressar”, que oferece incentivos emigrantes que pretendam voltar ao país, são outras medidas constantes do programa do Executivo.

Num programa que, segundo o próprio documento, se caracteriza “pela continuidade e o aprofundamento dos eixos e objetivos estratégicos da política europeia e externa”, o Governo pretende “renovar e modernizar a Rede de Ensino Português no Estrangeiro” através de um melhor “uso das tecnologias digitais e de educação à distância”, bem como da manutenção da aposta na integração curricular do português em sistemas de ensino locais.

Rede diplomática

Entre as prioridades no âmbito da Política Externa, o executivo de António Costa quer “privilegiar as relações com os países mais próximos, como a Espanha, o Reino Unido, a França, a Alemanha e os Estados Unidos, afirmando o papel indispensável de Portugal na ligação entre a Europa, o Atlântico Norte e o resto do mundo”.

O Governo pretende “privilegiar também o relacionamento com cada um dos países de língua portuguesa, em África, na América Latina e na Ásia”, mas melhorar igualmente as relações com países africanos, a China e a Índia.

Quanto à presidência portuguesa da União Europeia, em 2021, o Governo aponta como prioridades “a Europa social, o Pacto para a Europa Verde, a transição digital e a relação entre a Europa e a África”.

O documento aponta para o reforço da rede diplomática “com abertura de novas embaixadas no continente europeu e nos continentes africano e asiático”

A conclusão do Acordo sobre Livre Circulação e Mobilidade na CPLP e o reforço do papel desta comunidade na “projeção da língua e das culturas de língua portuguesa, apoiando designadamente a atividade do Instituto Internacional da Língua Portuguesa”.

“Aprofundar a dimensão econômica da CPLP, tirando partido de instrumentos como o Compacto Lusófono acordado com o Banco Africano de Desenvolvimento e estimulando a colaboração entre empresas e organizações profissionais dos diferentes Estados-Membros”, é outro dos objetivos apontados pelo executivo.

Mas também “continuar a implementação do novo quadro da cooperação portuguesa para o desenvolvimento, mantendo o foco principal na cooperação com os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, mas alargando a sua geografia e parcerias e diversificando as modalidades de financiamento”.

 


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