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Rio 2016: O potencial de Portugal para medalhas
Revista PORT.COM • 06-Ago-2016
Rio 2016: O potencial de Portugal para medalhas



Em 23 participações nos Jogos Olímpicos, Portugal conquistou 23 medalhas. E este ano, como será? Quais são os potenciais vencedores?

ATLETISMO

Nélson Évora e Sara Moreira lideram a mais extensa comitiva

O atletismo é a modalidade com mais representantes portugueses nestes Jogos Olímpicos, com 35 atletas. Entre estes está Nélson Évora, que aos 32 anos é o único português que chega ao Rio de Janeiro com uma medalha de ouro olímpica no currículo, conquistada em Pequim 2008. No início de julho falhou a qualificação para a final do triplo salto do Campeonato da Europa, em Amesterdão, mas continua a ser um nome a ter em conta. Nos mesmos Europeus houve cinco portugueses a subirem ao pódio. Três das cinco fundistas que vão correr a maratona olímpica conquistaram medalhas noutras distâncias: Sara Moreira (ouro) e Jéssica Augusto (bronze) na meia-maratona, Dulce Félix (prata) nos 10 000 metros. Patrícia Mamona venceu a prova do triplo-salto e Tsanko Arnaudov foi 3.º no lançamento do peso.

CANOAGEM

Geração de ouro multiplica potencial por várias provas

Existem três modalidades nas quais participam mais portugueses – atletismo (35), vela (17) e judo (13) -, mas é entre a dúzia de participantes nas provas de canoagem que Portugal encontra mais possibilidades de alcançar medalhas. Não se repete a dupla que em Londres terminou medalhada a prata, composta por Fernando Pimenta e Emanuel Silva, mas é possível repetir pódio na prova de K2 1000 masculino. Silva tem agora a companhia de João Ribeiro, dupla que já chegou a vencer provas da Taça do Mundo. Estes dois atletas integram ainda o quarteto que aspira a medalha na prova K4 1000, do qual também fazem parte David Fernandes e Fernando Pimenta. Este último compete ainda a título individual em K1 1000, prova na qual em junho se sagrou campeão europeu. Resumidamente, há potencial para medalhas em provas de K1, K2 e K4.

CICLISMO

União em torno do chefe de fila Rui Costa

A equipa portuguesa de ciclismo chega ao Rio de Janeiro representada por um quarteto habituado a pedalar na alta roda do pelotão internacional, até porque todos eles representam equipas estrangeiras. O selecionador nacional, José Poeira, escolheu André Cardoso, Nélson Oliveira e José Mendes para escudarem Rui Costa. O chefe de fila português, de 29 anos, já demonstrou poder vencer qualquer tipo de prova de um dia, como quando se sagrou campeão do mundo, em 2013.

TÉNIS DE MESA

Possível contrariar o favoritismo asiático

Esta é uma modalidade cronicamente dominada por atletas de origem asiática. Quando as finais de provas individuais são disputadas por dois atletas chineses, o que em Londres aconteceu tanto nos masculinos como nos femininos, o mundo não fica surpreendido. Mas já há seleções europeias capazes de se integrar entre a hegemonia oriental. Em 2012, a equipa masculina da Alemanha arrecadou a medalha de bronze. Dois anos depois, a seleção portuguesa derrotou esse mesmo conjunto alemão na final do Campeonato da Europa, em Lisboa. Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Pedro Monteiro podem sonhar com novo feito histórico.

TAEKWONDO

Rui Bragança mostra o que vale um bicampeão europeu

O taekwondo é mais uma modalidade na qual a supremacia asiática também é evidente. Entre os seis elementos da comitiva portuguesa, destaca-se a presença de Rui Bragança. O jovem de 24 anos é bicampeão europeu na categoria -58kg, com segundo destes títulos a ser conquistado em maio deste ano.

JUDO

Quarta tentativa para Telma Monteiro

Telma Monteiro continua a ser principal referência do judo português, que marca presença no Rio de Janeiro com 13 atletas. A judoca de 30 anos, que compete na categoria -57kg, já foi cinco vezes campeã da Europa e quatro vezes vicecampeã do mundo. Porém, em três participações olímpicas, nunca foi além do 9.º lugar. Depois de uma lesão no joelho esquerdo que a afastou dos dojos durante cinco meses, no final de junho regressou à competição e foi logo medalha de bronze no Grand Prix de Budapeste, que reuniu alguns dos melhores judocas do mundo. Pode ser que à quarta seja de vez.

FUTEBOL

Novo teste para os vicecampeões europeus

O “desporto-rei” tem um papel secundário nos Jogos Olímpicos, mesmo quando estes são disputados no Brasil. As escolhas dos selecionadores estão restritas a jogadores sub-23 (com possibilidade de inclusão de três maiores de idade) e mesmo entre estes são vários os clubes que não cedem os seus futebolistas. Portugal participa com apenas sete dos jogadores que, no verão passado, se sagraram vice-campeões europeus sub-21, prestação que valeu o apuramento para o torneio olímpico. Já não há William Carvalho ou Bernardo Silva, mantêm-se Sérgio Oliveira e Carlos Mané. As perspetivas para a seleção de Rui Jorge continuam a ser boas, sobretudo depois de Portugal ter ganho o primeiro jogo (na quinta-feira) frente à Argentina.


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