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Portugal pela primeira vez com duas modalidades nos Jogos de Inverno
Revista PORT.COM • 13-Jan-2018
Portugal pela primeira vez com duas modalidades nos Jogos de Inverno



Portugal vai estar representado, pela primeira vez, em duas modalidades nos Jogos Olímpicos de Inverno, com o presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) a acreditar em outras qualificações para PyeongChang2018.

Portugal vai estar representado, pela primeira vez, em duas modalidades nos Jogos Olímpicos de Inverno, com o presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) a acreditar em outras qualificações para PyeongChang2018.

Até ao momento conseguiram a qualificação para a competição, que se disputa entre 09 e 25 de fevereiro na cidade sul-coreana de PyeongChang, Arthur Hanse, em esqui alpino, e Kequyen Lam, nos 15km em esqui de fundo.

"É a primeira vez que Portugal leva dois atletas em duas modalidades diferentes. Já levámos dois em esqui. Já levámos, há muitos anos [1988], em Calgari, quatro em bobsleigh. É mais um passo na afirmação dos desportos de inverno de origem portuguesa", sublinha Pedro Farromba, em declarações à agência Lusa.

Mas o presidente da federação, que pela segunda vez vai chefiar a missão lusa nos Jogos Olímpicos de Inverno, depois da presença em Sochi2014 (Rússia), diz que há "expectativas muito realistas" no apuramento de mais dois atletas.

As qualificações terminam em 22 de janeiro e até lá as esperanças recaem em Hugo Alves, residente no Japão, no luge, e em Christian Oliveira, luso-australiano a residir nos Estados Unidos da América, no snowboard.

Portugal tem dez atletas no programa de preparação para PyeongChang2018. Em Sochi2014, na Rússia, o país esteve representado por Camille Dias e Arthur Hanse, ambos atletas de esqui alpino, a residirem no estrangeiro.

Arthur Hanse, 24 anos, mora em França e Kequyen Lam, antigo snowboarder de 38 anos, que passou a competir em 'cross country', nasceu em Macau e vive no Canadá.

Para Pedro Farromba, este é "mais um elemento que se acrescenta à diáspora" e uma forma de os portugueses fora do país reforçarem os laços com as origens.

"É importante para fortalecer a ligação ao país de origem. Nós ouvimos sempre os nossos governantes falarem na importância da diáspora. Estes portugueses que vivem em outros países, que competem por Portugal, que têm o sangue português a correr-lhe nas veias, têm um gosto imenso em correrem pela sua pátria. São atletas que vão sempre muito motivados quando representam o país", realça o chefe de missão a PeyongChang.


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