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Sec. de Estado das Florestas
2019-08-03
Incêndios rurais: prevenir é mesmo o melhor remédio

Com a chegada do verão voltamos a ter o coração nas mãos. Em grande parte do nosso território temos uma floresta propícia a incêndios, práticas tradicionais como queimas e queimadas, pequenos trabalhos na exploração agrícola com maquinaria que podem provocar faíscas, festas na aldeia com fogo de artificio e piqueniques de família em que se acende o fogareiro ou se faz uma pequena fogueira. O risco existe e todo o cuidado é pouco.

O esforço que o país fez nos dois últimos anos na limpeza da floresta foi notável. Proprietários, municípios e entidades do estado central promoveram programas e iniciativas que limparam mais de duzentos mil hectares de terrenos. Lançou-se o programa “Aldeias Seguras, Pessoas Seguras”, com a ajuda das populações locais, criando zonas de proteção e de fuga em caso de perigo de grandes incêndios.   Abriram-se três mil e quinhentos quilómetros de “estradões” para proteção das florestas e limparam-se mais de dez mil quilómetros de estradas e de caminhos florestais. Estamos a aprender a usar o fogo controlado e

intervimos, com o apoio da GNR, sapadores e bombeiros, em mais de cinco mil hectares.

O programa das “cabras sapadoras”, exemplo acompanhado em todo o mundo (EUA lançaram recentemente programa similar na Califórnia), com mais de dez mil animais envolvidos na tarefa, já faz a manutenção de três mil hectares nas regiões mais críticas de minifúndio. Apoiamos, assim, a atividade importante dos pastores, ajudando a preservar as nossas raças autóctones de pequenos ruminantes e os cães de guarda, mantendo vida em zonas recônditas do país. 

Como se pode perceber, foi feito muito, mas muito está por fazer. Não se corrigem em dois anos os erros de décadas. Só um esforço continuado, por muitos e bons anos, nos pode trazer um espaço rural mais seguro. Mas estamos agora melhor preparados para enfrentar o risco e o perigo de incêndios rurais. O dispositivo de combate está em prontidão máxima.

Claro que a prevenção depende de todos e de cada um de nós. Para os que estão e para os que chegam, particularmente para os nossos emigrantes que vêm de férias bem merecidas, devem evitar comportamentos de risco, estar sempre atentos, não fazer fogo nem manusear máquinas em dias em que as temperaturas aumentam e o alerta é dado, procurar conhecer bem os programas que estão a decorrer de vigilância, da GNR, Forças Armadas e Sapadores Florestais, mas também saber se para onde se vai está implementada a “Aldeia Segura” e contatar o responsável. É preciso não esquecer, mais vale prevenir do que remediar.

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