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Diretor-adjunto da PORT.COM
2019-12-01
A ameaça das Redes Sociais e a tomada de consciência

«A AMEAÇA DAS REDES SOCIAIS E A NECESSÁRIA TOMADA DE CONSCIÊNCIA»

A mediatização é um fenómeno inevitável numa sociedade que caminha precipitadamente para uma voragem comunicacional incontrolável. Mas o problema não está nessa mediatização, mas sim na sua transformação em “espetacularização” e na ambiguidade daí resultante.

Numa sociedade dominada pela voragem comunicacional, exacerbada por uma compulsiva necessidade de comunicar – independente do que se comunica ou mesmo da pertinente necessidade de o fazer, o indivíduo descobre um novo Eu, que emerge do ser anónimo esmagado pela cultura e comunicação de massas que dominou, até ao princípio deste novo século.

É neste contexto que as democracias europeias enfrentam atualmente uma profunda crise de representatividade e legitimidade política, conduzindo à “incapacidade” dos atuais sistemas político-partidários responderem às necessidades dos eleitores, associada a uma perda progressiva das características ideológicas e programáticas dos partidos, e a uma prática indiscriminada de alianças, apenas com o objetivo de atingirem o Poder. Mas, o que interessa reter não é o comportamento do indivíduo face à atuação dos agentes políticos dentro dos sistemas político-partidários, mas sim o seu comportamento face à representação criada pelos media dessa mesma atuação. E o axioma vale para todos os domínios da intervenção humana.

E é aqui que entra o fenómeno incontrolável ou propositadamente incontrolado das Redes Sociais.

Porque a este novo individuo (singular ou não) abre-se, de repente, uma janela tecnológica que lhe permite, por um lado, interferir ativamente na realidade que o rodeia, mas que o conduz a um processo de desagregação social e onde a construção do real no imediato, a sua hipermediatização, o afastam progressivamente da análise e capacidade crítica, da mediação, e onde acaba por se tornar vulnerável mas alimentado por uma falsa segurança de Poder, Poder esse sem escrutínio.

E aqui estamos apenas a falar do lado do manipulável ou do manipulado. Não do lado do manipulador. Convém não esquecer que o fenómeno é ambivalente.

Se olharmos à nossa volta, para a Europa, para os Estados Unidos e também já para Portugal, os sinais de apreensão podem rapidamente tornar-se sinais de preocupação. E os exemplos, embora com propósitos e determinantes diferentes, para o bem ou para o mal, são muitos, desde o Livre ao Chega, das claques ao futebol, do Movimento Zero às forças de segurança, só para falar num passado recente.

 Precisamos de mobilizar consciências e de um debate alargado e urgente sobre esta matéria, sob pena do caminho se tornar irreversível. E aqui, nós, os media “tradicionais” temos também um papel de acrescida responsabilidade a desempenhar.

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