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Foto Discurso Direto
Consultor sénior em Marketing e Comunicação
2018-03-05
Lisboa capital da Europa

Se olharmos para os mais recentes números sobre a atividade turística em Portugal talvez não nos surpreendam, mas os 41 milhões de euros gastos por dia em Portugal devem-nos fazer refletir. Olhemos para Lisboa como reflexo do país e atrevemo-nos a afirmar que, desde os Descobrimentos, que a cidade não estava tão na moda. A qualquer hora, em qualquer momento do dia, não faltam locais, passeios ou restauração para descontrair. 

Lisboa é luz, destronando (atrevo-me) Paris. O mau tempo do momento pode levar-nos a enfiarmo-nos em qualquer um monumento ou exposição que em cada canto a cidade nos oferece. E até são grátis. Muitos dos museus e exposições em Lisboa orgulham-se de, aos fins de semana, serem grátis. Mas com o sol a iluminar o dia ou mesmo a iluminar momentos do dia, aparece-nos uma parafernália de atividades para fazer nesta Lisboa à beira mar plantada. Basta ir ao Google ou descarregar uma ou duas aplicações para um sem numero de ideias darem cor ao nosso dia na cidade. 

Passeios à beira rio são um must em Lisboa. O passeio marítimo da ribeira das naus a qualquer hora do dia ou do ano exercita as pernas e a alma com a beleza da envolvência.  Os famosos mercaditos de rua levam o turista e o local a conhecer produtos e empreendedores que revelam um enorme espírito de iniciativa e os tuk- tuk que começaram a invadir a urbe levam-nos a locais esquecidos e de difícil acesso com condutores simpáticos, arautos de uma experiência aventureira desenhada em ruelas inimagináveis. 

Os museus são tantos que dava para ver um por fim de semana durante seis meses, espelho de uma vasta e apelativa oferta cultural adequada a todos os padrões de exigência e a todas as faixas etárias. O Lx factory, que roubou o espaço a antigas unidades fabris, é um local de culto para uma população mais jovem. Tasquinhas, street food, exposições, livrarias, música na rua e feira ao domingo, tudo é possível naquele espaço alternativo e com o seu “quê” de decadente.  Depois de visitarmos um museu, de darmos um passeio à beira mar, de visitarmos as vielas mais recônditas no tuk-tuk, a vontade de petiscar ou mesmo comer bem está agora a apelar. E Lisboa tem os restaurantes mais in de Portugal e as tascas mais outs da Europa. Desde a Lisboa antiga, onde entre ruas mínimas encontramos o restaurante ou café que nos serve uma fantástica refeição às 4 da tarde ou o restaurante mais cool que, ao som do jazz, nos contempla com um maravilhoso bife. A escolha é muito nossa.  

Depois de termos visitado três ou quatro miradouros emblemáticos desta fantástica cidade, à noite podemos beber um gin num dos sublimes roof tops com que a cidade nos tem presenteado ao longo destes últimos anos. Não há como aborrecer: Lisboa é linda e oferece-nos tudo o que precisamos. Até o Martim Moniz, local menos recomendável há uns anos, se transformou num minicentro turístico carregado de pequenas tascas e de concertos alternativos a qualquer hora do dia. A população chinesa que aí vive cumprimenta-nos com muita ocidentalidade. Vale a pena revisitar.

E se estamos com disponibilidade financeira vale a pena percorrer a nossa Avenida da Liberdade pejada de lojas luxuosas que termina no grandioso Parque Eduardo VII sempre engalanado, seja no Natal, para a Feira do Livro ou para inúmeros festivais primaveris. A noite também é nossa ou não sejamos nós latinos. E tudo isto naquela que é certamente uma das cidades mais seguras do Mundo.  Mas também não nos esqueçamos que nada de isto é fruto do acaso como muitos às vezes almas descréditas e movidas por outros propósitos, querem fazer crer. É fruto, sim, da extraordinária capacidade de um povo de se afirmar, de empreender, de inovar, como o tem feito ao longo dos mais de oito séculos da sua história, aquém e muitas vezes com valor pouco reconhecido além-fronteiras, por todos aqueles milhões de portugueses espalhados por esse mundo fora.

Fosse Frank Sinatra vivo e comporia outra canção, trocando Nova Iorque por Lisboa, cidade que também never sleeps. 

Bem-vindos a LISBOA!

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