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Foto Discurso Direto
Historiador
2018-03-13
A memória portuguesa na cidade de Sacramento no Uruguai

O processo histórico da expansão portuguesa iniciada no séc. XV, período fundamental da história universal em que Portugal deu novos mundos ao mundo, mostra-se na atualidade num conjunto diversificado de testemunhos materiais e imateriais em várias regiões do mundo, que constituem um património de reconhecido valor histórico e cultural.

No vasto conjunto patrimonial que advém da presença e influência portuguesa noutras culturas e continentes, contexto que faz da pátria de Camões um dos países que tem fora das suas fronteiras mais património edificado classificado pela UNESCO, encontra-se a Colónia do Sacramento, a mais antiga cidade do Uruguai.

A Colónia do Santíssimo Sacramento foi fundada no séc. XVII pelo Governador da Capitânia do Rio de Janeiro, Manuel Lobo, num período histórico em que Portugal estendia a sua influência até ao Rio da Prata, no Uruguai, desafiando assim o poderio espanhol. 

Constantemente atacada pelos espanhóis, até porque do outro lado do Rio da Prata existia a importante cidade de Buenos Aires, a Colónia do Sacramento foi ocupada e perdida pelos portugueses sete vezes, até que integrou o Império do Brasil, que deu a independência ao território nos primórdios do segundo quartel do séc. XIX. 

Quatro séculos depois da sua fundação, a cidade Colónia do Sacramento, no Uruguai, país localizado na parte sudeste da América do Sul cuja única fronteira terrestre é com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, mantém intactas marcas intemporais da presença portuguesa que são um relevante fator de desenvolvimento turístico da região. 

Colônia do Sacramento é hoje um dos principais destinos turísticos do Uruguai, recebendo milhares de visitantes por ano, para o que muito contribui o facto do bairro histórico da cidade ter sido classificado no termo do séc. XX pela UNESCO como Património da Humanidade. Nesse sentido, o vasto legado material e imaterial de origem portuguesa que se encontra fora da Europa, além de funcionar como um notável motor de desenvolvimento socioeconómico, tem igualmente o condão de poder funcionar como um importante fator de incremento de relações culturais e diplomáticas entre Portugal e as várias nações por onde se encontra espalhado património histórico luso, contribuindo assim decisivamente para a projeção hodierna de Portugal no Mundo.

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