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Eurodeputado do PS
2018-08-04
Portugal - um país e um povo em rede

Portugal é uma nação com uma longa história e um povo soube sobreviver e ganhar o seu lugar no mundo através da capacidade de se relacionar sem perder a identidade própria. Fernando Pessoa deu dimensão poética à forma de ser e de estar deste povo singular ao escrever que “a minha pátria é língua portuguesa”. A nossa pátria é e sempre foi, desde os primórdios da fundação, a nossa terra mãe e todos os lugares onde nos assumimos como portuguesas e portugueses.

A capacidade de interligar, congregar, compreender, faz parte da nossa matriz e tem hoje expoentes máximos no facto de serem portugueses o Secretário-Geral das Nações Unidas, o Diretor-Geral da Organização Internacional para as Migrações, mas também muitos milhares de cidadãos nacionais com desempenhos de relevo nas instituições e nas comunidades um pouco por todo o planeta.

A globalização, acelerada pelas mudanças tecnológicas e pelo seu impacto no funcionamento das sociedades, está a provocar um contexto de grande desordem internacional, erosão institucional, crispação e medo. Alguns anteveem no horizonte sinais similares aos que no passado conduziram a grandes tragédias e conflitos.   

Face ao choque das grandes potências, os Países e os povos com vocação multilateral e multicultural, com competências de relacionamento e diplomacia reforçadas por séculos de experiência têm um papel fundamental a desempenhar.

Pela dinâmica de mudança e pela vontade expressa pela sua atual Administração, os Estados Unidos da América estão progressivamente a retirar-se do seu papel de potência dominante e estruturante da sociedade global dos nossos dias. O caminho de uma eventual transição conflituosa para outra potência dominante é um risco que não podemos ignorar.

Temos que tentar uma alternativa baseada na rede de interdependências, em que todos os povos se interrelacionem uns dos outros e se envolvam em processos de cooperação para que a humanidade evolua de forma mais harmoniosa, menos desigual, mais realizada, mais digna e mais respeitadora do planeta em que vive.

Esta transição não pode ser liderada por qualquer potência, mas sim por uma articulação de pequenos e médios países vocacionados para desenvolver os laços e as políticas que valorizam a cooperação e não o conflito entre os grandes blocos geoestratégicos.

Um pouco por todo o planeta encontramos Países e povos que foram desenvolvendo a sua identidade de Países relacionais, fomentadores de parcerias e de convergências, fazedores de pontes e de redes que alicerçam e protegem os processos de mudança evitando que eles descambem em guerras nas múltiplas formas e contextos em que as guerras podem acontecer, diretas, interpostas, corpo a corpo, comerciais, cibernéticas, deixando atrás de si rastos brutais de destruição. Portugal, cujas viagens ligaram povos e continentes ao longo dos séculos, tem o potencial de ser um País chave numa transição suave para uma ordem global flexível.

Portugal é hoje um País na moda. A beleza do nosso território e do nosso património, a força do nosso caracter, o aumento dos níveis de conhecimento e de competências tecnológicas que se interligam com o espírito inovador e criativo, têm vindo a atrair cada vez mais visitantes, novos residentes e progressivamente eventos e investimentos capazes de gerar riqueza, emprego e desenvolvimento.

Muitos perguntam este fenómeno é conjuntural ou estrutural. Ganhar títulos desportivos, reconhecimentos científicos ou galardões culturais, não acontece por acaso, mas pode configurar apenas um momento conjuntural propício. Já estar na primeira linha da rede de transição do mundo unipolar para um mundo multipolar é muito mais estrutural. É nesta moda que estamos e é nesta moda que temos que continuar por obra e esforço de todos e de cada um dos portugueses. Basta sermos com orgulho o que a história fez de nós. Um País e um povo em rede.

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