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Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
2018-12-04
Oportunidade de encontro com o país e com uma região

Em dezembro realiza-se, em Penafiel, o III Encontro de Investidores da Diáspora, uma iniciativa que temos a honra de promover, através do através do Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora, e que nesta edição se realiza com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e com a parceria da Câmara Municipal de Penafiel.

Depois do sucesso crescente obtido pelos Encontros de Investidores da Diáspora em Sintra (2016) e Viana do Castelo (2017), será novamente uma grande satisfação poder encontrar centenas de empresários portugueses da diáspora, que nos mais diversos pontos do Mundo, dignificam o nome do país através dos seus projetos empresariais.

São, na sua maioria, empresas erguidas com o trabalho árduo, de quem muitas vezes partiu do nosso país com pouco mas soube, com inovação, engenho e audácia construir empresas que contribuem para o desenvolvimento social e económico das comunidades em que se inserem.

Nos contactos que pude ter com esses portugueses, nos seus países de acolhimento, invariavelmente pude apreciar a relação que fazem questão de manter com as suas raízes. Seja através da relação com a língua, com a cultura ou com projetos associativos ligados à diáspora. Muitos outros procuram também reencontrar-se com o país e com a sua história pessoal, através da criação de projetos empresariais em Portugal.

A aposta da diáspora no nosso país é, hoje, cada vez mais visível e coincide com a centralidade que as comunidades portuguesas têm progressivamente adquirido na vida pública do nosso país, como é notório na ação do Presidente da República e também nas prioridades do Governo.

Estes Encontros de Investidores da Diáspora pretendem auxiliar todos aqueles que equacionam investir no nosso país. Proporcionam uma oportunidade singular para a obtenção de informação atualizada, e aprofundada, sobre as políticas públicas desenvolvidas pelo nosso país em áreas de grande relevo – desde logo o ensino, a internacionalização da economia, a política de promoção da língua, o turismo, o domínio fiscal ou os fundos comunitários ou a nossa rede diplomática e consular, entre outros.

Este evento constitui, também, um fórum para a partilha das inspiradoras histórias de vida de muitos destes empreendedores da diáspora. Bem como para o diálogo com outros investidores, que estando baseados em Portugal, em concreto na região do Tâmega e Sousa, desejam internacionalizar os seus produtos, serviços e marcas, tendo por alicerce as comunidades portuguesas no Mundo.

Todos são bem-vindos a este diálogo, que queremos que dê cada vez mais frutos!

Gostaria, também, de me pronunciar sobre o Tâmega e Sousa, região que nos acolhe. Enformada pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, que constitui uma entidade administrativa agregadora dos 11 concelhos e um catalisador do seu desenvolvimento, esta é uma região com características muito diferenciadas. Possui um tecido económico muito relevante em setores como o mobiliário, o têxtil, o calçado ou a construção, mas alia a isso valores ambientais e paisagísticos que os municípios têm sido capazes de preservar, na perspetiva da melhoria de vida dos cidadãos e de uma maior atratividade turística.

Penso que devido às suas características, a região do Tâmega e Sousa tem condições de assumir uma posição singular no contexto do nosso país. Ao proporcionar uma transição urbano-rural e ao assentar a sua estratégia de desenvolvimento na valorização das suas potencialidades endógenas e na valorização dos produtos locais, sem esquecer naturalmente a qualificação dos cidadãos, esta região poderá aumentar os seus índices de coesão social e económica e o bem-estar dos seus habitantes.

Ao redescobrirem Portugal como destino para viver, estudar, investigar e investir, os portugueses no Mundo podem também olhar para esta região que, ao longo de décadas, viu partir muitos dos seus, para vários pontos do estrangeiro. Essa tradição de emigração faz com que esta região seja vista como um ponto natural de regresso para milhares de portugueses da diáspora e, ao mesmo tempo, possua pontos de contacto naturais com comunidades, por exemplo, em diversos países europeus e também no Brasil.

Sob orientação do Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, procuramos desenvolver um trabalho sistemático com as diferentes redes representativas da diáspora portuguesa. Refiro-me aos investigadores e pós-graduados no estrangeiro; aos investidores da Diáspora; aos luso eleitos e, naturalmente, às associações portuguesas. Valorizando também instituições como o Conselho das Comunidades Portuguesas.

Desejo que este encontro constitua mais um momento de trabalho em rede, no qual a diáspora portuguesa possa, mais uma vez, contribuir com o seu enorme valor para a definição de caminhos de desenvolvimento futuro para o nosso país. Neste caso em diálogo com os autarcas, os agentes de desenvolvimento e as “forças vivas” da região do Tâmega e Sousa.

A todos, faço votos de dias profícuos e recompensadores de trabalho por terras de Penafiel, do Tâmega e do Sousa.

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