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Presidente da AJEPC
2019-01-05
O nosso Portugal antigo com o amigo chinês

Esta foi a primeira visita oficial de um chefe de Estado chinês nos últimos 8 anos que teve a sua primeira aproximação de charme através do desporto. O arranque da primeira visita oficial do Presidente chinês, Xi Jinping, ficou marcado pela intenção declarada do reforço da cooperação económica e política entre os dois países, sendo esse o ponto principal em agenda e que se tornou, sem dúvida nenhuma, um marco importante na relação do nosso país com este gigante asiático. O investimento direto chinês em Portugal é de grande relevância pela dimensão que adquiriu e pelos setores escolhidos pelas empresas, sejam elas públicas, sejam elas privadas.

Não há dúvida de que Portugal tem conseguido responder aos desafios a que a crise da dívida soberana europeia nos conduziu e com isto alcançar bons resultados, não apenas no desenvolvimento da economia, mas também na promoção da nossa cultura e património. O nosso Portugal antigo cada vez mais se rejuvenesce e se relaciona com o amigo chinês. A China é um país muito institucionalista com o qual as relações devem primeiramente assentar em princípios de amizade, confiança e respeito. A visita do Presidente Xi Jinping é um ponto de partida gigante que vislumbra o início de um futuro mais confiante nas relações entre ambos os países. A amizade entre o povo chinês e o povo português é de longa data e estamos prestes a comemorar o 40º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre ambos os países cujo seu início remonta ao ano 1979.

Sabemos que, na sua generalidade, as exportações de bens para a china diminuíram, no entanto, a realidade é bastante díspar. A grande queda que existe está ligada na sua maioria a um setor, quando, por outro lado, vemos que as pequenas e médias empresas começam a aumentar as exportações para a China. Temos de continuar a trabalhar Portugal como sendo o Gourmet da Europa e uma porta de entrada, com produtos que se distingam, onde com algum investimento em marketing e diferenciação é possível conseguirmos exportar queijos, o azeite, e outros produtos com qualidade de excelência! É aqui que Portugal se conseguirá diferenciar, aproveitando a importante ligação que Portugal adquire entre a Rota da Seda Terrestre e a Rota da Seda Marítima.

Poderíamos aumentar o número de exportações se conseguíssemos com Macau beneficiar o acordo CEPA, que neste momento não está em grande utilização, para redução dos impostos existentes na entrada dos produtos na China. Imaginemos um produto que sai de Portugal para a China - existem uma série de taxas que são desde logo aplicadas e através de Macau e ao abrigo do acordo CEPA poderemos ter uma redução substancial de custos em impostos e desta forma conseguirmos preços mais competitivos e mais acessíveis ao consumidor. Macau também tem hoje uma Free Trade Zone Macau-Zhuhai que continua a não ser explorada. Temos de pensar na China a nível das grandes empresas, que logicamente representam um grande peso nas nossas exportações, mas também pensar nas pequenas e médias empresas às quais considero que não estamos a reconhecer a devida importância e potencial.

Para os pequenos e médios empresários é esperado que se consiga, do ponto de vista político, acordos que possibilitem desbloquear alguns dossiers que nos ofereçam mais condições para exportar produtos que ainda não podemos exportar, sobretudo do setor agroalimentar em que nos podemos comparar, por exemplo, com países similares do sul de Europa que têm produtos similares aos nossos e que são nossos concorrentes diretos. Como tal, temos de nos focar em resolver as eventuais questões existentes com a China. Deverá haver uma preocupação em desbloquear os embargos existentes, por exemplo, em produtos de fruta fresca, processados de carne de porco, e até mesmo na exportação do cavalo lusitano (que hoje em dia fazem quarentena na Holanda quando o Minho já oferece todas as condições para o efeito). É crucial resolver estes embargos que existem e que não nos deixam exportar diretamente, pois sempre que temos de recorrer, por exemplo, a Espanha, estes ganham valor acrescentado nas exportações feitas.

Tal como disse o nosso ministro da Economia, é preciso um investimento de raiz, a criação da necessidade para as próprias empresas chinesas entrarem na Europa através de Portugal, que vejam em Portugal um amigo de primeira linha e uma porta de entrada. E acredito que estes projetos de raiz possam estar ligados à economia do Mar, desde a energia, à dessalinização e à aquacultura, pois têm o potencial para se tornar num dos principais fatores de desenvolvimento de Portugal, desde que devidamente valorizados e salvaguardados.

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