Agosto 13, 2022

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Associação rejeita ligação de herbicida ao câncer

No início de julho, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé deu razão à Associação de Conservação da Costa Vicentina (Arripa), que apresentou uma reclamação, ordenando a cessação do uso de herbicidas na ribeira de Aljezur.

“A segurança do glifosato, quando usado de acordo com as indicações de uso que aparecem nos rótulos dos produtos, foi verificada por diversas autoridades reguladoras ao redor do mundo, incluindo a União Europeia”, disse Jono Cardoso, diretor administrativo da Anipla. Foi enviado um relatório à Agência Lusa.

Jono Cardoso salientou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos investigou o caso e concordou com as conclusões de outras agências responsáveis ​​pela segurança química, como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Alemanha ou Japão. Sem risco de câncer.”

Segundo o responsável, uma posição semelhante foi tomada após uma reunião conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre resíduos de pesticidas.

Diferença de opinião

Embora o Tribunal Administrativo e Fiscal de Luleh não tenha considerado uma ligação entre o pesticida e o risco de câncer em sua decisão de 5 de julho, citou “informações” do Instituto de Proteção da Natureza e das Florestas (ICNF). Discordância sobre este assunto.

De acordo com esta informação, “Apesar do uso generalizado do glifosato, a nível nacional, europeu e internacional, com opiniões muito divergentes, contra ou a favor, sem qualquer evidência indiscutível, não aconselha nem desencoraja a sua utilização. A utilização em locais públicos é proibida em Portugal.

“Na UE, o seu uso é aprovado pela Comissão Europeia enquanto se aguarda uma nova reavaliação a ser realizada em 2022, e o Parlamento Europeu protege a proibição do uso de glifosato a partir de dezembro de 2022”, acrescentou o ICNF.

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Segundo a Anibla, até agora, apenas um órgão não regulador – a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) – indicou que o glifosato é “provavelmente cancerígeno para humanos”, mas João Cardoso insiste que “não tem autoridade para avaliar fitofármacos”. Uma conclusão semelhante foi alcançada após exaustivas análises.

“Com base nas melhores evidências científicas disponíveis, não há evidências de que o glifosato seja tóxico para humanos ou animais de acordo com as instruções do rótulo legalmente aprovadas”, conclui o diretor-gerente da Anipla.