Maio 28, 2022

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O próximo incêndio é o ano “mais perigoso”

Desde o início do ano até o final de fevereiro, 1.741 incêndios queimaram mais de 7.000 hectares, o número mais alto desde 2012, levando os especialistas a chamá-lo de “ano mais perigoso”.

Segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), dos 7.068 hectares queimados nos dois primeiros meses do ano, 81 por cento foram capinados, 18 por cento florestados e 1 por cento terrenos agrícolas.

Em comparação com os relatórios de anos anteriores no site do ICNF, só em 2012 o número foi superior ao número verificado desde 2001, este ano.

Em janeiro e fevereiro de 2012, ano da seca, cerca de 4.000 incêndios levaram à queima de mais de 12.000 hectares.

Número incomum

Em declarações à Agência Lusa, Duarte Caldeira, responsável do Centro de Estudos e Intervenção na Defesa Civil, disse: “Janeiro está a planear a soma destes dois meses para um número invulgarmente elevado de áreas ardidas”, o valor mais elevado desde 2001.

De acordo com Duarte Caldeira, monitor criado pela legislatura republicana para estudar os incêndios florestais, 4.707 hectares foram queimados em janeiro, principalmente na região norte, nos distritos de Praga e Viena. Do Castelo.

O ex-chefe da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Escola Nacional de Bombeiros considera que este elevado número de incêndios nos primeiros dois meses do ano está “directamente relacionado com a gravidade da seca”.

“O ano mais perigoso”

“Sempre que há períodos de seca severa como a que estamos vivendo, essas épocas do ano são sempre problemáticas”, disse ele, antecipando incêndios em “anos muito perigosos”.

Duarte Caldeira sublinhou que “se esta situação se prolongar por muito tempo” será “um ano muito perigoso em termos de número de eventos, tendo em conta a seca e a área ardida do solo”.

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O especialista em incêndios florestais argumentou ainda que o problema do perigo “não deve estar associado a atividades sazonais especiais, mas deve estar preparado para lidar em todos os momentos”.

“Como tem sido a prática há muitos anos, não se deve ficar refém do calendário”, concluiu.

Atualmente, os extintores estão disponíveis durante todo o ano, mas em número limitado, o equipamento especial de combate a incêndio (DECIR) é fornecido em abril e o reforço ocorre a partir de 15 de maio.